segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Carro e crianças


Quando se é mãe de primeira viagem e pensamos em tudo que precisamos comprar para otimizar o nosso tempo e para oferecer conforto pra nossa cria, muita coisa a gente pensa ser essencial. Depois, vê que é a maior besteria gastar dinheiro comprando essas coisas e outras, que a gente achava a maior besteira, vemos, com surpresa, como facilitam muito a nossa vida.

Quando estava grávida, olhava pros carros com DVDs no encosto de cabeça do banco do motorista ou do banco ao lado e pensava que era um gasto de dinheiro à toa, um luxo desnecessário. Além disso, todos me diziam que a criança entra do carro e já começa a dormir. Imaginei que meu filho seria muito calmo e tranquilo - porque é que toda mãe acha que está esperando um anjinho, que será a sortuda da vez?

No caso do Miguel, ele só dorme no carro se estiver na hora do soninho dele mesmo. Se ele não estiver com sono, vai passar a viagem inteira acordado e, pior, conforme foi crescendo além de não dormir, ainda fica mega impaciente se a viagem demora mais de 20 minutos e começa a ficar inquieto, querendo sair da cadeirinha a todo custo. Como não posso tirá-lo de lá e colocá-lo no meu colo, ele começa a berrar e não posso fazer nada a não ser mentalizar que estou em qualquer outro lugar no mundo menos em um carro, com um bebê berrando no volume máximo no banco de trás e, como diz uma amiga minha, "sempre se pode piorar": pegando um engarrafamento.

Quando não estou sozinha, não melhora muita coisa. O Hugo faz questão de dirigir e, quer saber? Eu também preferiria dirigir a ir no banco de trás fazendo papel de mágico tirando vários coelhos da cartola, quer dizer, tirando da maxi bolsa um brinquedo de cada vez entre os muitos que carrego para conseguir distrair o Miguel por no máximo, sendo otimista, 2 minutos. Meu estoque de brincadeiras vai se esgotando e já me peguei rezando para não pegar nenhum sinal fechado ou me perguntando porque acho sempre que o Hugo está dirigindo que nem uma tartaruga...

Enfim, nessa viagem resolvemos apostar no tal do DVD já que Miguel adora os DVDs da Xuxa, gosta das músicas e das dancinhas, além de enlouquecer com os Backyardigans. Gente, esse final de semana botamos o menino no carro e lá fomos nós. DVD ligado, Miguel foi só alegria. A única coisa que ouvimos foi o som das suas palminhas ou "uuuuhhh", "lalalalala" ou "Iiiiiiii" que ele costuma fazer quando está escutando suas músicas preferidas. Pois é, achava a maior besteira e foi um dinheiro muito bem gasto. Fica aí a dica. Espero que a paz reine em meu carro por bastante tempo.



domingo, 3 de outubro de 2010

República Dominicana





Muitos me perguntaram porque eu escolhi ir para República Dominicana nas férias. Bem, primeiro porque não sou muito de ir a praia quando estou no Brasil, ainda mais depois do nascimento do Miguel. Ir à praia dá tanto trabalho, é tanta coisa pra separar, pra colocar na bolsa que só de pensar me canso. Ainda somado a isso vem o fato de morar distante da praia. São 30 minutos até a Barra com o trânsito bom. Imagina pegar engarrafamento com um bebê no carro? Nem pensar. Vou à piscina do clube e fico feliz. Por isso, gosto de viajar para locais onde posso pegar uma praia gostosa, de águas cristalinas e areia branca.

O primeiro destino do país é Punta Cana, mas já que estou indo pra lá, na minha cabeça não entra pegar esses pacotes amarrados que só vão até o B-A -BÁ. Vou a um lugar e gosto de me inteirar sobre ele, sobre sua história. Por isso, não me imagino fazendo esses tours relâmpagos nos quais a pessoa conhece 10 países em 15 dias. Pra mim não serve. É só pra tirar foto. Meu objetivo quando viajo não é esse. Acho que é porque nunca fui muito boa aluna em história e percebo que aprendo muito quando estou viajando, vivenciando a história do lugar. Dispenso o táxi e ando muito, sempre. Andando a gente conhece melhor as ruas, os detalhes escondidos. Daí, preferimos não ir direto pra Punta Cana. Pegamos o voo Miami - Santo Domingo pra conhecer a capital do país.

País pobre, mas não vi miséria. Não vi pessoas pedindo nas ruas, como se vê em Salvador, por exemplo, onde a gente não consegue andar 100 metros sem ser perturbado pelos locais que pedem até a água que você está bebendo. As praias de capital não são muito boas, o que vale mesmo é fazer o passeio histórico. Vale conhecer também as cavernas chamadas "Tres Ojos", são bonitas. Nada que deixe um brasileiro que conhece Bonito de boca aberta, mas vale a ida. São três cavernas com águas azuladas e cristalinas.

No nosso caso, fizemos o passeio histórico com um guia excelente, que sabia toda a história do país e nos deu uma aula. A parte pela zona colonial se faz a pé e é cheia de monumentos do século 16 e a primeira catedral das Américas e também a primeira rua de pedra das Américas, chamada Calle de las Damas. A rua ganhou esse nome porque ao final da rua fica uma igreja onde a rainha assistia as missas e quando ela se dirigia à igreja, todas as damas de companhia passavam pela rua, daí o nome. Tem também a Fortaleza Ozama, banhada pelo rio de mesmo nome, a casa onde viveu o filho de Cristóvão Colombo e o Farol a Colon, onde estão as cinzas do descobridor. Se eu estivesse sentada em uma carteira na escola já teria esquecido tudo, mas como estive lá e vi de perto tudo isso, não esqueço. Como é importante viajar, como é uma oportunidade imensa de aprendizado.
Por isso, eu e namorado temos a idéia de que, se estamos indo para um lugar, porque não esticar mais um ou dois dias e fugir do óbvio? Decidimos, então, que antes de chegar a tão famosa entre os brasileiros - Punta Cana - conheceríamos também La Romana. Mas vou deixar pra um próximo post porque o Miguel já está acordando do soninho da tarde... E lá vou eu ficar atrás dele.
Sabe que durante essa semana senti tanta saudade que até pensei que não seria nada mal dar um irmãozinho a ele? Mas, agora que estou aqui, com ele sugando minhas forças, já esqueci totalmente essa idéia louca. Um só, pra mim, já é demais.

sábado, 2 de outubro de 2010

Desorientada

De ontem pra hoje foi nossa primeira noite em casa depois da viagem de férias. Como nosso roteiro de viagem começou em Santo Domingo, depois La Romana, Punta Cana, e,então, como quando saímos da República Dominicana para voltar ao Brasil tínhamos que parar em Miami, resolvemos conhecer Naples - do outro lado da Florida - e passar mais uns dias em terras americanas para comprar coisinhas pro Miguel. Enfim, com isso, passamos por 6 hotéis diferentes. Seis quartos diferentes com disposições de cama e banheiros distintas.

Durante a noite de ontem, lá pelas 2 da manhã (hora em que Miguel normalmente começa a ranhetar pra mamar) comecei a ouvir um choro de bebê ao longe, como se fosse um sonho. O choro não parava e cutuquei o Hugo e falei: "Gente, em que quarto está esse bebê que não pára de chorar, pelo amor de Deus? Deve estar aqui, ao lado da gente. Que azar..."

Aí, de repente, caí em mim ao mesmo tempo em que terminei de falar. Era o Miguel. Sim, eu já estava em casa, dormindo na minha cama e o quarto ao lado era, simplesmente, o quarto do meu filho. Eu e Hugo nos olhamos e levantamos rápido pra dar a mamadeira ao meu bebê faminto. Incrível como a gente se acostuma rápido com o que é bom. Dormir noites inteiras sem ser interrompido por choro, tosse ou coisa que o valha é rapidamente incorporado por nosso organismo. Mas a realidade voltou e, é isso aí, não estou mais em hotel algum. As férias, definitivamente, terminaram.

Desejos pro universo

Tenho tanto pra contar, tantos dias maravilhosos que nem sei por onde começar... Acho, então, que vou começar pelo fim, por uma coisa muito boba que aconteceu já na hora de embarcar de volta pro Rio mas que me faz ver o quanto as palavras e nossos pensamentos tem poder. Só pude confirmar o que sempre digo e muitas vezes o Hugo ri de mim, diz que sou louca. Mas a verdade é que muito do que quero costumo dizer que já joguei pro universo, como se estivesse contando ao mundo os meus desejos e colocando minha energia pra que isso, se algum dia acontecer, eu esteja atenta e o universo ciente de que pode jogar meu desejo em minha direção porque estou preparada e vou saber aproveitar da melhor forma possível.

Durante a ultima semana de viagem havia comentado com o namorado que adoraria, um dia, poder viajar de classe executiva. Detesto viajar de avião mas não é por medo não. É por não poder dormir confortável, apertada naquelas poltronas minúsculas da classe economica onde a gente não pode nem se virar um pouquinho que já incomoda o passageiro do lado. É horrível, não consigo dormir e chego ao destinho toda quebrada. Na ida, tudo é festa. Na volta, é de amargar. Mas, como estamos podendo viajar e já sou muito grata por isso, quem sou eu para reclamar de ir no navio negreiro. Estou viajando e isso é o que importa. Então, estava, apenas, colocando para o universo que eu gostaria de, um dia, realizar esse sonho, bobo eu sei, de viajar na classe executiva, não precisa ser primeira não.

Aí, estava eu já na área de segurança tirando os meus sapatos quando o Hugo vê um amigo nosso que estudou desde garoto no CCAA, depois o convidei pra trabalhar comigo e fizemos isso durante uns bons anos. Anos em que ensinei muita coisa e aprendi também e pude vê-lo transformar-se de um garoto simples e bom em um homem trabalhador, honesto e que manteve seu coração bom, de menino alegre apesar das muitas dificuldades de sua vida. Quando ele saiu para ser comissário, a amizade continuou, o carinho também. E, lá estava ele. Estamos sempre em contato, mas quais são as chances de você pegar um voo que se encaixe na escala de um comissário conhecido? É quase como ganhar na loteria.

Entretanto, quando o chamei para abraçá-lo e ele me perguntou em qual voo estava, vimos que seria no voo dele. Ok. Beijinho pra cá, conversa pra lá, nos separamos, ele foi para um lado e nós fomos calçar os sapatos. Ainda estávamos descalços conversando com ele. Depois de uns 10 minutos, surpresa!!! O improvável aconteceu: ele conseguiu um upgrade pra nós e sim, ganhei na loteira: eu iria voltar de classe executiva!!! Não acreditei até me sentar nas poltronas largas, que praticamente deitam!! Estava rindo a toa, olhando pro cardápio, feliz da vida!! Muito feliz mesmo. Só não tirei foto da gente naquelas poltronas enormes porque fiquei com vergonha...

Por isso, já comecei a jogar pro universo que conhecer Paris no ano que vem não me faria mal algum...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Oi

Depois de uma semana sem contato com o mundo virtual, cheguei aos EUA doida pra dizer que estou amando minhas ferias e que, mesmo tendo entrado no aviao chorando e com um embrulho no estomago, estou curtindo dias de praia e sol feliz da vida!!!!

O Hugo fala a todo instante no Miguel, acho que esta com mais saudade que eu...rs... Mas essas ferias estao sendo otimas!! Depois conto tudo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Babá

Ontem foi o primeiro dia em que a babá veio pra ficar com o Miguel no período em que ele sai da creche até minha irmã chegar em casa. Eu parecia uma desorientada porque não estou acostumada a ter alguém que dê a comida, banho, não estou acostumada a comer em paz, sem ser interrompida ou a tomar banho e trocar de roupa antes das 10 da noite.

Ela chegou, ficou com ele e ele ficou super bem, foi brincar. Comeu quietinho no colo dela (comigo não pára nem pra comer!). Ela deu banho enquanto eu fazia minhas coisas com toda calma do mundo. Eu e Hugo sem nem saber o que fazer com o tempo livre...rs... E, pra minha, surpresa, às 21h Miguel já estava dormindo que nem um anjinho!!

Tivemos uma noite de Luciano Huck e Angélica. Tomara que ele fique bem assim todas as noites e que não sinta a minha falta. Acho que, na verdade, eu é que vou sentir a falta dele.

Detran e Pediatra

Essa semana, antes da viagem, foi cheia. Tinha mil coisas pra fazer e ainda tinha vistoria do detran e consulta do Miguel com o pediatra.

Gente, o que é o Detran? Sistema cai, sistema volta, cai de novo. Gente fazendo barraco porque está cansada de esperar. E o pior, os atendentes são uns mal educados. Depois de esperar 3 horas e meia para receber os documentos do carro, fui, finalmente, chamada. Como toda pessoa com um pingo de educação, fui até a cabine e disse: "oi, tudo bem?" A atendente me olha como se eu fosse um extraterrestre e não me dá nenhum tipo de resposta, nem mesmo uma piscada de olhos. ok. Deixa pra lá. Tchau também não me deu, nem quando estava de saída e desejei a ela bom trabalho. Gente estranha.

Ontem foi o dia de ir ao pediatra, que sempre atende na hora e é educado. Foi meu pediatra e da minha irmã e é nele que confio. Enfim, ontem não foi como de costume. Antes do Miguel tinha um menino de 9 anos pra ser atendido. Seria rápido, apenas para um breve exame antes de tomar uma vacina. Mas aí é que a porca torceu o rabo... A tal da vacina. O menino estava em pânico por ter que tomar a picada e o Dr. Sergio estava com a maior paciência explicando a ele tudo o que seria feito e como seria feito. O garoto berrava, implorava, se agarrava à mãe e eu na sala de espera sem acreditar no que estava ouvindo. Até presente a mãe prometeu pro menino se ele se comportasse, depois ameaçou telefonar para o pai. Por fim, sabe Deus como, o médico conseguiu aplicar a vacina porque os berros aumentaram e depois cessaram. Graças a Deus. Chegou a vez do Miguel.

Enquanto estamos conversando com o médico, Miguel é simpático, ri, quer mexer nas coisas, brincar. Tudo certo. Na hora em que passamos para a mesa de exames, meu Deus do céu... O menino chora tanto que parece que o estão matando. Mas, está tudo bem com ele, é só uma tosse, nada que um xarope não resolva e posso viajar tranquila. Cresceu 2cm, engordou 200g, está um meninão. Em lugar de sair de lá em 40 minutos como sempre acontece, nessa semaninha agitada saí 1 hora e meia depois, tinha que complicar...

Agora é arrumar a mala, porque são 2 da tarde e ainda nem comecei...