terça-feira, 12 de outubro de 2010

La Romana






















Finalmente, no finalzinho desse feriadão, encontrei um espaço pra escrever. Como tinha dito antes, La Romana não é dos destinos mais procurados pelos brasileiros. De fato, não encontrei com nenhum por lá, havia muitos europeus. Franceses então...

Achei as praias maravilhosas, águas bem calminhas, dessas que a gente podia colocar aquelas bóias tipo colchão e ficar na água tomando seu drink feliz da vida. Logo no primeiro dia estranhei ter visto dentro do Resort umas duas mulheres tomando sol de peito de fora. No dia seguinte, na praia, não havia apenas duas, mas a grande maioria das mulheres, novas ou idosas, praticavam topless. Era peito de todo jeito, grandes, pequenos, bonitos e feios, caídos e siliconados. Enfim, sem constrangimento nem para as mulheres e nem para seus maridos que se comportavam como se nada demais estivesse acontecendo. Na verdade, nada demais estava acontecendo mesmo. Faz parte da cultura deles. Eu é que estava achando tudo muito curioso.

Em um dos dias, visitamos Altos de Chavon. É uma cópia de uma vila mediterrânea com vários restaurantes, lojas e museus. Do alto se tem uma vista linda, onde passa o rio Chavón. É muito bonito e adorei ter conhecido. As primeiras duas fotos, de baixo pra cima, desse post foram tiradas lá.

Fomos também conhecer a Ilha Saona, onde foi filmado o filme "A Lagoa Azul". É um passeio que dura o dia inteiro, mas vale a pena. Passamos um dia muito agradável por lá apesar de eu não ser muito chegada a passeios de barco, sou enjoada... Mas fazer o quê? Pra chegar à Ilha não há outro meio. Na ida, levamos 1 hora e meia, na volta, como voltamos de lancha, foi rapidinho: meia hora.

No mais, antes de ir pra Punta Cana, aproveitamos pra curtir a praia do resort e o hotel em si. Até porquê, tanto La Romana quanto Punta Cana não tem nada a oferecer além de resorts muito bem estruturados e praias lindas. O bom mesmo é escolher um bom resort e ficar por lá, sem pensar em nada... Assistindo ao pôr do sol, caminhando na praia. E pra quê querer mais?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Trilha Sonora

Hoje pretendo escrever sobre o segundo lugar que visitamos em nossas férias, La Romana. Mas, pra adiantar, resolvi postar a nossa trilha sonora dessa parte da viagem... É que essa música nos perseguiu por lá. E eu fiquei apaixonada.


Se íamos jantar, lá estava o grupo cantando essa música. Quando visitamos Altos de Chavon, havia três rapazes que tocavam e cantavam em troca de uns pesos. Imagina qual a música que tocaram quando chegamos perto? Bachata Rosa, de novo! À noite, quando sentados para assistir um showzinho no hotel mesmo, qual foi a música de abertura? Bachata Rosa.


Então, vou colocá-la aqui. Ouvir essa música será sempre como sentir o vento batendo no meu rosto, escutar o barulho do mar de águas claras e olhar para os meus pés descalços enterrados na areia. Férias... Aí segue o link:

http://www.youtube.com/watch?v=Hct_iDOt4D0&feature=related

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viajar sem o bebê

Quando lembro como estava nervosa e apreensiva antes da viagem de férias, nem acredito que tenha aproveitado tanto os 15 dias longe da minha delícia. Acho que vivi o sofrimento da separação antes de ir. No dia da viagem não consegui comer nada e chorei muito, o dia inteiro. Meu coração estava apertadinho, do tamanho de uma azeitona preta. Mas, depois que cheguei lá, fui relaxando aos poucos e fiquei muito bem. Bem mesmo.

Com o namorado foi diferente. Como ele segurou a minha onda de sofrimento antes da viagem, acho de durante as férias acabou sentindo mais que eu. A todo instante falava no Miguel e dizia que estava com saudades. É claro que eu também senti saudades, mas acho que me preparei melhor que ele para passar esses dias sem o bebê.

Hoje vejo que a decisão de viajarmos foi mais que acertada. Nosso relacionamento, que estava precisando mesmo de um tempo só pra gente, ficou ainda melhor. Andar pela praia de mãos dadas, comer sem preocupação e sexo sem correria tem muito valor. Principalmente depois da maternidade.

E o Miguel, por sua vez, passou muito bem sem nossa presença, obrigada. Foi à festinhas com a minha irmã, dançou muito, passeou com as primas. Na creche, a tia disse que ele se comportou da mesma maneira. Na segunda semana, apenas, minha irmã disse que ele, de vez em quando, falava "mamã".

Quando chegamos e fomos buscá-lo na creche, encontrei o mesmo Miguel sorridente e brincalhão. Mais crescido - incrível como 15 dias fazem diferença no desenvolvimento de um bebê - e mais levado também. Mas, ao contrário do que pensei, ele não saiu correndo para o meu colo felicíssimo. Apenas olhou pra mim e sorriu. Olhou pro pai e fez a mesma coisa. Nada de corridas saudosas de braços abertos como se estivesse morrendo de saudade. No fundo, ficou uma pontinha de frustração... Egoísmo puro. Logo a razão vem e me faz ver como é bom ter um filho independente, capaz de passar 15 dias sem os pais bem, curtindo a companhia das primas e dos padrinhos que, diga-se de passagem, devem tê-lo paparicado ao extremo.

Melhor que voltar descansada e feliz, é ver que os filhos tem vida própria. É ver que precisam da gente sim, mas existem apesar de nós. Bom mesmo é ver que ele está bem, saudável e que sentir saudade é muito positivo. Voltar com a paciência recobrada foi fundamental pra mim. Já vi que poderei viajar outras vezes. Planejo, assim que ele estiver mais crescido, tirar alguns dias de férias com o meu bebê, mas reservar, sempre que possível, dias de férias só pra mim e pro namorado. Foi muito válido pra nós dois. Válido para nossa sanidade familiar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Carro e crianças


Quando se é mãe de primeira viagem e pensamos em tudo que precisamos comprar para otimizar o nosso tempo e para oferecer conforto pra nossa cria, muita coisa a gente pensa ser essencial. Depois, vê que é a maior besteria gastar dinheiro comprando essas coisas e outras, que a gente achava a maior besteira, vemos, com surpresa, como facilitam muito a nossa vida.

Quando estava grávida, olhava pros carros com DVDs no encosto de cabeça do banco do motorista ou do banco ao lado e pensava que era um gasto de dinheiro à toa, um luxo desnecessário. Além disso, todos me diziam que a criança entra do carro e já começa a dormir. Imaginei que meu filho seria muito calmo e tranquilo - porque é que toda mãe acha que está esperando um anjinho, que será a sortuda da vez?

No caso do Miguel, ele só dorme no carro se estiver na hora do soninho dele mesmo. Se ele não estiver com sono, vai passar a viagem inteira acordado e, pior, conforme foi crescendo além de não dormir, ainda fica mega impaciente se a viagem demora mais de 20 minutos e começa a ficar inquieto, querendo sair da cadeirinha a todo custo. Como não posso tirá-lo de lá e colocá-lo no meu colo, ele começa a berrar e não posso fazer nada a não ser mentalizar que estou em qualquer outro lugar no mundo menos em um carro, com um bebê berrando no volume máximo no banco de trás e, como diz uma amiga minha, "sempre se pode piorar": pegando um engarrafamento.

Quando não estou sozinha, não melhora muita coisa. O Hugo faz questão de dirigir e, quer saber? Eu também preferiria dirigir a ir no banco de trás fazendo papel de mágico tirando vários coelhos da cartola, quer dizer, tirando da maxi bolsa um brinquedo de cada vez entre os muitos que carrego para conseguir distrair o Miguel por no máximo, sendo otimista, 2 minutos. Meu estoque de brincadeiras vai se esgotando e já me peguei rezando para não pegar nenhum sinal fechado ou me perguntando porque acho sempre que o Hugo está dirigindo que nem uma tartaruga...

Enfim, nessa viagem resolvemos apostar no tal do DVD já que Miguel adora os DVDs da Xuxa, gosta das músicas e das dancinhas, além de enlouquecer com os Backyardigans. Gente, esse final de semana botamos o menino no carro e lá fomos nós. DVD ligado, Miguel foi só alegria. A única coisa que ouvimos foi o som das suas palminhas ou "uuuuhhh", "lalalalala" ou "Iiiiiiii" que ele costuma fazer quando está escutando suas músicas preferidas. Pois é, achava a maior besteira e foi um dinheiro muito bem gasto. Fica aí a dica. Espero que a paz reine em meu carro por bastante tempo.



domingo, 3 de outubro de 2010

República Dominicana





Muitos me perguntaram porque eu escolhi ir para República Dominicana nas férias. Bem, primeiro porque não sou muito de ir a praia quando estou no Brasil, ainda mais depois do nascimento do Miguel. Ir à praia dá tanto trabalho, é tanta coisa pra separar, pra colocar na bolsa que só de pensar me canso. Ainda somado a isso vem o fato de morar distante da praia. São 30 minutos até a Barra com o trânsito bom. Imagina pegar engarrafamento com um bebê no carro? Nem pensar. Vou à piscina do clube e fico feliz. Por isso, gosto de viajar para locais onde posso pegar uma praia gostosa, de águas cristalinas e areia branca.

O primeiro destino do país é Punta Cana, mas já que estou indo pra lá, na minha cabeça não entra pegar esses pacotes amarrados que só vão até o B-A -BÁ. Vou a um lugar e gosto de me inteirar sobre ele, sobre sua história. Por isso, não me imagino fazendo esses tours relâmpagos nos quais a pessoa conhece 10 países em 15 dias. Pra mim não serve. É só pra tirar foto. Meu objetivo quando viajo não é esse. Acho que é porque nunca fui muito boa aluna em história e percebo que aprendo muito quando estou viajando, vivenciando a história do lugar. Dispenso o táxi e ando muito, sempre. Andando a gente conhece melhor as ruas, os detalhes escondidos. Daí, preferimos não ir direto pra Punta Cana. Pegamos o voo Miami - Santo Domingo pra conhecer a capital do país.

País pobre, mas não vi miséria. Não vi pessoas pedindo nas ruas, como se vê em Salvador, por exemplo, onde a gente não consegue andar 100 metros sem ser perturbado pelos locais que pedem até a água que você está bebendo. As praias de capital não são muito boas, o que vale mesmo é fazer o passeio histórico. Vale conhecer também as cavernas chamadas "Tres Ojos", são bonitas. Nada que deixe um brasileiro que conhece Bonito de boca aberta, mas vale a ida. São três cavernas com águas azuladas e cristalinas.

No nosso caso, fizemos o passeio histórico com um guia excelente, que sabia toda a história do país e nos deu uma aula. A parte pela zona colonial se faz a pé e é cheia de monumentos do século 16 e a primeira catedral das Américas e também a primeira rua de pedra das Américas, chamada Calle de las Damas. A rua ganhou esse nome porque ao final da rua fica uma igreja onde a rainha assistia as missas e quando ela se dirigia à igreja, todas as damas de companhia passavam pela rua, daí o nome. Tem também a Fortaleza Ozama, banhada pelo rio de mesmo nome, a casa onde viveu o filho de Cristóvão Colombo e o Farol a Colon, onde estão as cinzas do descobridor. Se eu estivesse sentada em uma carteira na escola já teria esquecido tudo, mas como estive lá e vi de perto tudo isso, não esqueço. Como é importante viajar, como é uma oportunidade imensa de aprendizado.
Por isso, eu e namorado temos a idéia de que, se estamos indo para um lugar, porque não esticar mais um ou dois dias e fugir do óbvio? Decidimos, então, que antes de chegar a tão famosa entre os brasileiros - Punta Cana - conheceríamos também La Romana. Mas vou deixar pra um próximo post porque o Miguel já está acordando do soninho da tarde... E lá vou eu ficar atrás dele.
Sabe que durante essa semana senti tanta saudade que até pensei que não seria nada mal dar um irmãozinho a ele? Mas, agora que estou aqui, com ele sugando minhas forças, já esqueci totalmente essa idéia louca. Um só, pra mim, já é demais.

sábado, 2 de outubro de 2010

Desorientada

De ontem pra hoje foi nossa primeira noite em casa depois da viagem de férias. Como nosso roteiro de viagem começou em Santo Domingo, depois La Romana, Punta Cana, e,então, como quando saímos da República Dominicana para voltar ao Brasil tínhamos que parar em Miami, resolvemos conhecer Naples - do outro lado da Florida - e passar mais uns dias em terras americanas para comprar coisinhas pro Miguel. Enfim, com isso, passamos por 6 hotéis diferentes. Seis quartos diferentes com disposições de cama e banheiros distintas.

Durante a noite de ontem, lá pelas 2 da manhã (hora em que Miguel normalmente começa a ranhetar pra mamar) comecei a ouvir um choro de bebê ao longe, como se fosse um sonho. O choro não parava e cutuquei o Hugo e falei: "Gente, em que quarto está esse bebê que não pára de chorar, pelo amor de Deus? Deve estar aqui, ao lado da gente. Que azar..."

Aí, de repente, caí em mim ao mesmo tempo em que terminei de falar. Era o Miguel. Sim, eu já estava em casa, dormindo na minha cama e o quarto ao lado era, simplesmente, o quarto do meu filho. Eu e Hugo nos olhamos e levantamos rápido pra dar a mamadeira ao meu bebê faminto. Incrível como a gente se acostuma rápido com o que é bom. Dormir noites inteiras sem ser interrompido por choro, tosse ou coisa que o valha é rapidamente incorporado por nosso organismo. Mas a realidade voltou e, é isso aí, não estou mais em hotel algum. As férias, definitivamente, terminaram.

Desejos pro universo

Tenho tanto pra contar, tantos dias maravilhosos que nem sei por onde começar... Acho, então, que vou começar pelo fim, por uma coisa muito boba que aconteceu já na hora de embarcar de volta pro Rio mas que me faz ver o quanto as palavras e nossos pensamentos tem poder. Só pude confirmar o que sempre digo e muitas vezes o Hugo ri de mim, diz que sou louca. Mas a verdade é que muito do que quero costumo dizer que já joguei pro universo, como se estivesse contando ao mundo os meus desejos e colocando minha energia pra que isso, se algum dia acontecer, eu esteja atenta e o universo ciente de que pode jogar meu desejo em minha direção porque estou preparada e vou saber aproveitar da melhor forma possível.

Durante a ultima semana de viagem havia comentado com o namorado que adoraria, um dia, poder viajar de classe executiva. Detesto viajar de avião mas não é por medo não. É por não poder dormir confortável, apertada naquelas poltronas minúsculas da classe economica onde a gente não pode nem se virar um pouquinho que já incomoda o passageiro do lado. É horrível, não consigo dormir e chego ao destinho toda quebrada. Na ida, tudo é festa. Na volta, é de amargar. Mas, como estamos podendo viajar e já sou muito grata por isso, quem sou eu para reclamar de ir no navio negreiro. Estou viajando e isso é o que importa. Então, estava, apenas, colocando para o universo que eu gostaria de, um dia, realizar esse sonho, bobo eu sei, de viajar na classe executiva, não precisa ser primeira não.

Aí, estava eu já na área de segurança tirando os meus sapatos quando o Hugo vê um amigo nosso que estudou desde garoto no CCAA, depois o convidei pra trabalhar comigo e fizemos isso durante uns bons anos. Anos em que ensinei muita coisa e aprendi também e pude vê-lo transformar-se de um garoto simples e bom em um homem trabalhador, honesto e que manteve seu coração bom, de menino alegre apesar das muitas dificuldades de sua vida. Quando ele saiu para ser comissário, a amizade continuou, o carinho também. E, lá estava ele. Estamos sempre em contato, mas quais são as chances de você pegar um voo que se encaixe na escala de um comissário conhecido? É quase como ganhar na loteria.

Entretanto, quando o chamei para abraçá-lo e ele me perguntou em qual voo estava, vimos que seria no voo dele. Ok. Beijinho pra cá, conversa pra lá, nos separamos, ele foi para um lado e nós fomos calçar os sapatos. Ainda estávamos descalços conversando com ele. Depois de uns 10 minutos, surpresa!!! O improvável aconteceu: ele conseguiu um upgrade pra nós e sim, ganhei na loteira: eu iria voltar de classe executiva!!! Não acreditei até me sentar nas poltronas largas, que praticamente deitam!! Estava rindo a toa, olhando pro cardápio, feliz da vida!! Muito feliz mesmo. Só não tirei foto da gente naquelas poltronas enormes porque fiquei com vergonha...

Por isso, já comecei a jogar pro universo que conhecer Paris no ano que vem não me faria mal algum...