sábado, 12 de outubro de 2013

Preciso dizer que te amo



Quando a gente é amigo de quem, sem que a gente saiba, vai ser nosso marido, é complicado. Muitas coisas são ditas pra um amigo que não se diz pra um marido. Amigo pode ver coisas que um marido não deve ver. Marido não tem que ver você se interessar por outros caras, beijar outras bocas, falar de outras pessoas. Não. Não mesmo. 

Só que a vida reserva tantas surpresas, vai por caminhos tão inesperados, que não dá pra perder tempo se perguntando porque teve que ser assim e não de outro jeito. Porque temos que passar por certas situações? Será que é mesmo imprescindível experimentar certas dores, certos conflitos? Acredito que a resposta seja sempre sim. Tudo é crescimento. E Deus sempre sabe o caminho certo, mesmo que pareça tão errado.

Se eu pudesse escolher, não teria demorado tanto pra perceber que um amigo seria meu amor. Muitas vezes a gente separa amizade de amor e isso é uma besteira porque aniquila muitas possibilidades. Afinal de contas, maridos e esposas não são melhores amigos? A diferença é que nos acostumamos a conhecer o amor primeiro pra depois ser amigo. Comigo foi o caminho inverso e eu tive muita dificuldade de entender esse processo. 

Meu Namorado é de uma sensibilidade que vi em poucas pessoas. Eu não percebia nossas tantas possibilidades, não conseguia enxergar uma vida pra gente juntos, não conseguia ou não queria, apesar de todos os sinais indicando que meu caminho estava cruzando com o dele e que assim ficaria. Até o dia em que ele me disse que essa música era tudo o que ele queria me dizer, era tudo o que ele sentia, era tudo o que ele pensava. Era uma música que poderia ter sido escrita por ele pra mim. 

E, nesse dia, meus olhos se abriram. E meu coração também. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nordeste







Toda vez que viajo pro nordeste do Brasil, fico maravilhada. Eu, simplesmente, amo. Ceará, Pernambuco e Alagoas então... Nem se fala!!! É beleza demais, astral demais. A primeira vez que fui ao nordeste, eu devia ter uns 14 anos. E conheci vários lugares, várias praias. Depois, adulta, fui repetindo as viagens, conhecendo um lugar de cada vez, indo mais a fundo. E a paixão só aumenta.

Sei que quem é carioca não se deslumbra com coisa pouca. Acho que só Fernando de Noronha é capaz de embasbacar o carioca, afinal a gente mora em uma das cidades mais lindas do mundo e o carioca tem consciência disso, dessa beleza, dessa energia diferente que só o Rio de Janeiro tem, dessa coisa "carpe diem" tão típica dessa nossa cidade maravilhosa. Mas há algo no nordeste todo que é muito gostoso, muito solto, muito livre. A começar pelo clima.





No nordeste é quase sempre sol e quando chove é muito rapidamente. Um céu azul divino, um sol delicioso, o ano todo. E, olha, que eu não sou muito de calor, não... Adoro um friozinho. Mas no nordeste tem um vento que não pára, um vento que faz você achar que não está queimando, um vento que engana. Você fica tostado e nem sente. Não dá pra se iludir: haja protetor solar! O ventinho leva embora a sensação de calor e você fica crente, crente, que está abafando e quando vê está torrada. Lá eu aguento ficar o dia todo na praia, sem me queixar do calor. E a temperatura da água? É uma delícia. Diferente do sul e sudeste, onde a água é gelada, a água lá de cima é de uma temperatura convidativa: nem gelada, nem morna. É água no ponto, água convite, água que dá vontade de ficar brincando de ser pato pra sempre. 
O povo é outro ponto marcante. É um jeito de falar engraçado, um jeito de tratar os turistas tão carinhoso, tão acolhedor, que leva pra longe a saudade de casa. Gosto da comida, dos temperos, das rendas. O litoral brasileiro é rico demais, é um exagero de bonito. E Deus foi especialmente cuidadoso com a parte lá de cima. Salve o nordeste!!!




sábado, 28 de setembro de 2013

Indústria de Príncipes e Princesas




Todas as vezes que alguém chama meu filho de "príncipe", alguma coisa esquisita acontece comigo. Eu sei que a pessoa está querendo ser gentil, está querendo me agradar e tal, mas no fundo não gosto. Sei que não é porque estamos chamando um menino de príncipe que ele vai internalizar ideais de perfeição, mas não posso evitar achar que alguma mensagem começa a ser lançada desde cedo pra meninos e meninas e que alguma coisa acaba ficando. Não gosto dessa coisa de "príncipe" ou "princesa" porque as mulheres são criadas pra acreditar que esse tal de principe existe e porque, além de isso provocar uma tremenda decepção pra nós, mulheres crentes, ainda deixa uma carga muito grande em cima dos pobres coitados dos meninos. Daí uns crescem acreditando que pra serem homens bacanas precisam agir como principes (sempre buscando agradar suas "princesas" pra serem amados, sendo fortes e salvadores) e outros jogam tudo pro alto, vão pro outro extremo e viram uns idiotas completos. Poucos crescem sabendo que relacionamento é via de mão dupla e é preciso agradar e ser agradado.

Não gostaria também que as meninas crescessem acreditando que são princesas e que precisam de resgate,  precisam estar sempre lindas e com o cabelo impecável para serem dignas de que algum principe em seu cavalo branco apareça a qualquer momento pra livrá-la da bruxa má. Meninas crescem acreditando que um homem será o salvador, o provedor da felicidade suprema. Acho isso muito chato. Mesmo que a palavra "princesa" fosse apenas pra designar uma mulher linda, continuaria a me incomodar. Que chato isso de a menina ser sempre elogiada por sua aparência, pelas roupas fofas que veste. Até a Disney, quando resolveu fazer uma personagem feminina que vai a luta, que briga por suas vontades e desejos, fez a Valente, uma menina que andava pra cima e pra baixo  toda desgrenhada. Heim? Não entendi. Quer dizer que não dá pra conjugar aparência física com postura de luta? Por isso que não gosto da palavra "princesa", porque, querendo ou não, dá uma idéia de passividade que me irrita. 

Sei que não vou conseguir ganhar a briga com essa indústria de principes e princesas que existe no mundo. Mas não quero que meu filho cresça acreditando que é um príncipe. Um príncipe é um modelo de perfeição e pensar que se é um príncipe é a estrada mais curta para decepcionar-se consigo mesmo, é um fardo pesado demais. Durante sua vida, meu filho vai agir como se fosse um príncipe algumas vezes, mas vai agir como um ogro em outras tantas. Ele é humano e vai fazer besteiras. E vai reconhecê-las e se perdoar e ser perdoado. Talvez magoe algumas pessoas, talvez faça outras chorar. Vai se machucar, vai ser magoado, vai chorar. É a vida. Da mesma forma, queria que as meninas de hoje fossem criadas pra irem a luta, arregaçassem as mangas e fossem trabalhar, estudar, viver. O mundo é muito mais lindo quando não se está dentro de uma torre esperando o cara que ela acha que vai chegar em um cavalo branco. Nossas meninas podem falar alto, sim, podem gostar de usar preto e não rosa. Nossos meninos podem chorar. 

Não quero parecer xiita, muito radical, tentando encontrar pelo em ovo. Apenas acredito que certas atitudes nossas, enquanto temos filhos pequenos, são responsáveis pela formação do caráter deles, nós temos responsabilidade com relação a forma como nossos filhos vão encarar a vida, temos a faca e o queijo na mão pra desmistificarmos esses conceitos sociais. Por tudo isso é que fico mais feliz quando observo que os filmes de príncipes e princesas favoritos do meu filho são "A Bela e a Fera" e "Enrolados". Vejo que, talvez, ele esteja se identificando com modelos um pouco mais próximos da realidade. No primeiro filme, o príncipe é uma fera feia que é resgatado por uma menina simples que gosta de livros. No outro, o "príncipe" é um cara meio perdido, que age errado , mas que se revela um bom coração disposto a se modificar ao conhecer uma jovem doida pra ver o mundo e que sabe se defender tacando uma frigideira na cabeça de quem atrapalha seu caminho. Então, fica aqui o recado: meu filho não é príncipe. É um menino real: tira meleca, ri de seus peidos, gosta de luta, de música, de livros. Gosta de escolher seus brinquedos, gosta de cinema, de comer em restaurante. Gosta de bagunça e tem medo de escuro. É um menino carinhoso e que é valorizado por ser assim. Um menino que diz que sente saudade, que grita pra quem quiser ouvir, quando o deixo na escola, que me ama muito. Um menino que mente, faz mal criação, me perturba, me enche. E me cobre de beijos e me pede pra deitar com ele agarradinho... Esse é o meu menino real. O homem que vou deixar no mundo, não pra meninas que acreditam que são princesinhas, mas, sim, pra mulheres que, como ele, são reais. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Medo de foto antiga

Depois de postar a minha pior foto de adolescência ontem, já ouvi cada coisa... Se eu não estivesse bem segura de mim, já teria enlouquecido. Mas, obviamente, se postei é porque tinha total consciência da feiura na qual me encontrava e quer saber? Eu não estou nem aí. De verdade. Aliás, eu acho que nunca estive muito aí pra isso. 

Namorado chegou em casa e a linda foto estava em nosso quarto. Não estava escondida a 7 chaves conforme minha amada irmã acha de deveria estar: dentro de um baú trancado e enterrado no fundo do mar. Quando ele pegou a foto, demorou uns instantes pra reconhecer a pessoa que dorme com ele todos os dias. A cara passou de ponto de interrogação para incredulidade e depois, me entregando a foto, perguntou:

- Você não pegava ninguém nessa época, não, né? 

Só rindo. Mas a resposta é óbvia.

Pior mesmo foi o Miguel. Pegou a foto e perguntou:
- Quem é, mamãe? 
Respondi:
- Sou eu, filhote!
- Com cara de nojo, arregalou os olhos, franziu o nariz, ficou olhando pra foto e pra mim. Olhou mais uma vez pra foto. Olhou pra minha cara e, finalmente, falou:
- Essa aqui não é minha mãe mesmo. É outra mamãe. 

Por mais que eu insistisse, não houve jeito: o garoto não acredita que sua mãe seja aquela da foto nem por reza brava. 

A maior parte das pessoas me disse que se eu não dissesse que a criatura da foto era eu, nunca adivinharia. Prefiro considerar isso um maravilhoso sinal de como estou melhor hoje, aos 42 anos, que estava aos 16. E gente, qualquer dia posto outras fotos... Porque juro que não fui feia por TODA a adolescência... Aquela foi a pior fase. Antes disso, não era tão ruim...rs... E logo depois melhorei muito! Meus amiguinhos de ensino médio e faculdade não me deixariam mentir!!! Eu sou a prova de que magreza demais enfeia a pessoa. Essa foto foi tirada na época em que estive mais magra na vida. Na boa, não vale a pena! Hoje tenho, simplesmente, 11 quilos a mais que naquela época e estou bem mais feliz. O espelho não mente! Nem as fotos antigas. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pior foto de adolescência

Quando dei de cara com essa matéria, fiquei extremamente grata ao tempo. Agradeci pelas pessoas que estavam ali, segurando suas fotos antigas, fotos que consideram como a sua pior foto de adolescente. E fiquei muito grata por mim. E tenho motivos pra isso. 


Fui uma criança linda, mas fui uma adolescente feia. Talvez "feia" não seja a palavra melhor, mas posso afirmar que bonita também não era... Oscilava entre gorda e magra. Não achava um peso que conseguisse manter e que me fizesse sentir bem. Tinha as cobranças do ballet, tinha as minhas cobranças. Só o tempo me ensinou  a conviver comigo. O tempo fez bem pro meu corpo e pra minha mente. Aprendi a valorizar meus pontos fortes e mostrar o que é bonito, chamar atenção pro que tenho de melhor, tirando, assim, o foco do que não funciona. Posso dizer também que além de agradecer ao tempo, devo agradecer à ginástica localizada e à musculação que fizeram muito por mim!

Quando li a parte da matéria que fala da foto mais feia de adolescência, não tive a menor dúvida de qual seria a minha. É claro que tenho algumas fotos horríveis, mas essa daí é, de longe, a pior. Cheguei em casa e comecei a caçar essa foto. Tinha 16 anos, magra que nem um palito, me sentindo "a bailarina" por estar esquálida e, sabe-se lá porque, pra piorar ainda estava com meus óculos enormes fundo de garrafa ao invés de estar com minhas lentes. Meus cabelos que são muito cheios, na adolescência ganharam vida própria e dobraram de volume. Pra provar, embarcando na vibe do link acima, me atrevo a postar uma das minhas piores fotos de adolescência. Quem tiver coragem, que faça o mesmo!!! Mas é pra escolher a pior!!

Salve-se quem puder!!! Só no poder de São Jorge!!



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Beto Carrero




Não era minha intenção ir ao Beto Carrero nesse momento. Já tínhamos planejado levar o Miguel ao Beach Park, em Fortaleza, agora em outubro. Só que logo depois decidimos também que vamos pra Disney ano que vem... E aí, durante uma conversa sobre esses planos de férias, falei pro Hugo que a gente deveria levar logo o Miguel pro Beto Carrero porque se deixássemos pra levá-lo lá depois de ele conhecer Orlando, o garoto iria achar meio sem graça, acredito eu . 

Enfim, pegamos umas milhas e trocamos a passagem pra Florianópolis e decidimos que não ficaríamos em Penha (local onde situa-se o parque). Preferimos um hotel em Camboriú pra termos opções de restaurante e shopping. Penha não tem nada. Nada mesmo. São só hoteis e o parque. E como as atrações deixam de funcionar às 18h, ficaríamos sem ter muito o que fazer depois e à mercê da comida do hotel, apenas. Foi uma decisão bem acertada. Em Camboriú, há muitos restaurantes perto do hotel (na orla, Hotel Mercure), além de um shopping pequeno onde podemos chegar andando por 5 minutos e um shopping muito bom, com cinema e muitos restaurantes que fica há 4 minutos de carro. Outra coisa boa foi termos decidido alugar carro. Ficamos com uma maior liberdade pra ir e vir, sem estarmos presos com os horários estabelecidos pelos transfers.





Sabia que seria muito divertido, apenas não sabia como seria o comportamento do Miguel com relação a estar muitas horas na rua, andando pra caramba e enfrentando filas. E a reação dele foi muito melhor que a que eu esperava! Logo no primeiro dia, fui tentar alugar um carinho pra ele não se cansar tanto. Só que como o tempo estava instável, a atendente me explicou que o carrinho não era impermeável e que, se chovesse muito, o carrinho acabaria ficando bem molhado já que os locais para deixarmos o carrinho enquanto estivéssemos nas atrações não é coberto. Uma vez que o carrinho ficasse molhado, eu não poderia colocar meu filho nele. Depois dessa explicação que fez sentido pra mim, decidimos começar nosso dia sem carrinho mesmo e, se fosse mesmo necessário, voltaríamos pra alugar depois. Só que Miguel não pediu colo nenhuma vez! As poucas vezes em que foi pro colo foi quando precisamos correr pra pegar o horário de algum show ou quando Hugo deu uma colher de chá e ofereceu. Fora isso, o garoto não arregou. Andou mesmo, ficou em pé nas filas e não reclamou de cansaço.




O comportamento do Miguel foi o melhor do passeio. Meu filho se mostrou um companheiro e tanto pra viagens, não perturbou e curtiu muito as coisas. Tem muita energia e não reclama. É claro que ficou impaciente quando tinha que esperar muito nas filas, mas nada que não fosse normal. Ninguém gosta de enfrentar filas. Fiquei muito animada pra irmos pra Disney. É claro que lá não abrirei mão do carrinho, porque não dá pra comparar o tamanho dos parques, mas deu pra ver que Miguel vai aproveitar demais.





O parque é bem bonitinho, os animais são bem cuidados. Só não dá pra fazer comparações com outros parques porque aí a coisa fica feia. É o mesmo que comparar laranja com mamão. É tudo fruta mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Os parques Disney estão em outro patamar, muito distante. Quando você veria um extintor de incêndio aparente em uma das atrações da Disney? Nunca! Outra coisa é a falta de estrutura pra alimentação: em todo o parque existe apenas uma única praça de alimentação. E não é preciso ir muito longe pra saber que ela não dá vazão nos dias mais cheios. Fizemos o parque numa sexta-feira e estava bem tranquilo. O segundo dia era um sábado e estava MUITO mais cheio, mesmo o tempo estando nublado e com alguns momentos de chuva. As filas da praça de alimentação, no sábado, estavam dando voltas! Havia filas também nos banheiros femininos. Por isso, se der, melhor se programar pra pegar dias de parque fora de final de semana. Outra coisa é o piso da praça de alimentação: extremamente liso e escorregadio. Vi duas crianças escorregarem, outra cair e também vi uma senhora cair. Aquele piso é um crime em dias chuvosos! Pois é, esses pequenos detalhes dão uma enfraquecida, mas não dá pra tirar o mérito do parque que é bem legal, sim.




Miguel não pôde andar nas duas montanhas-russas do parque porque não tem altura. Mas há muitas atrações nas quais ele pôde ir, também assistimos a shows e tudo era novidade pra ele. Miguel aproveitou muito e quis repetir muitas vezes os brinquedos dos quais gostou mais. Outra coisa legal foi a oportunidade de conhecer meu filho um pouco além do dia-a-dia, ver que meu filho não tem medo das quedas, de altura, dos brinquedos com velocidade. Mas tem medo quando a atração é escura. Acho que o que ele não vê, o que não pode controlar, o oculto, o inesperado, não bate legal pra ele, não... Ele estava com medo de entrar na caverna dos piratas porque era bem escuro. Insistimos pra que ele vencesse o medo e lá foi ele diante da nossa insistência. Pé ante pé, devagar foi indo, só que quando chegou na metade do caminho, depois de ter visto vários esqueletos nas paredes e outro esqueleto com chapéu de pirata deitado na cama, o garoto deu um grito: "Eu falei que não queria entrar aqui!!! Quero sair desse lugar!" Epa... Até me surpreendi com a ênfase dele, com a força de sua decisão de não ficar mais alí. Respeitamos e mais que rapidamente saímos de lá. Respeito é bom e meu filho gosta. Achei bacana ele ter se posicionado, dito que não estava satisfeito de estar entrando em um lugar só pra agradar a gente, na verdade. 

Valeu muito a pena. Fiquei muito mais confiante pra enfrentar uma maratona de parques com o Miguel ano que vem, ele me passou muita segurança. E ver a carinha do filho da gente se divertindo e aproveitando é bom demais! 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Time de Bambas

Qual é o professor que gosta de ser assistido? Ninguém gosta de se sentir supervisionado, auditado, espionado. A gente sabe que a intenção é boa, que todo mundo quer ajudar e tal, mas e se der branco? E se eu não estiver em um bom dia? E se a impressão ficar gravada que nem lápide na cabeça do ser que assistiu e pronto? Um professor pensa mil coisas quando sua aula será assistida, seja pelo diretor amigo ou carrasco, pelo coordenardor pedagógico gente boa ou insuportável, seja pelo Departamento de Ensino da escola.

Quando meus professores são assistidos fico nervosa também. Lógico que não como eles, porque o meu povo é muito nervoso... Nervoso demais. Tem gente que diz que está calminha, calminha... Diz que está preparada psicologicamente, mas no dia da assistência precisa sair da sala de aula que nem louca pra ir ao banheiro umas 10 vezes! Tem gente que fica gelada que nem pedra de gelo. Tem gente que perde a voz, uma rouquidão do nada que começa a se instalar pouco antes de a aula começar. Tem gente que fica sem dormir um dia antes. Tem gente que chora. Tem gente com ataque de riso. É a vida, somos humanos, mas a chapa aqui é muito quente por uma única razão: os caras querem MUITO acertar, fazer tudo do jeito que manda o figurino, querem arrasar, querem ter orgulho de si e dar orgulho ao time. É gostoso de ver.

Acabada essa temporada de assistências, tenho muito o que agradecer. De novo. Sem o Joubert (professor de Didática) eu não conseguiria formar gente tão boa e capaz. Se existir alguém que não tenha a metodologia do CCAA no sangue, esse cara consegue enfiar nem que seja na base da transfusão. Sem o Ramon (coordenador) eu não teria a calma que tenho pra fazer outras coisas. Se tenho no Namorado o parceiro ideal de vida, tenho no Ramon um parceiro nota 10 no trabalho. É um casamento perfeito. O trabalho iniciado aqui pela minha eterna parceira Bianca Way (saudade, sempre!!!) está sendo continuado por ele e com honras! Preciso agradecer aos professores que não foram assistidos, mas que são solidários aos que foram, sempre dispostos a ajudar e trocar dicas e idéias. Sou grata a galera da secretaria pela torcida. Eles torcem mesmo pra que tudo esteja correndo bem. A escola vira uma corrente de luz pra envolver os que estão sendo assistidos. 

Priscila, Larissa, Andreia Ferreira, Andrea Santiago, Bruno Torres e Leandro do Vale, vocês foram demais! Um orgulho pra mim... Pro CCAA... Pro time. Cara, nós somos mesmo uma família!