sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Paula Pateta



Na última quarta-feira tive uma reunião com o chefe e mais outras diretoras e sempre que vou até lá, antes de começar minha reunião, dou uma passada no Departamento de Ensino onde tenho muitos amigos lindos e outras pessoas que, apesar de não serem amigos tão chegados, são pessoas muito queridas. De repente, a Bianca que estava em uma reunião com a diretora de Franchising e com, nada menos, que a presidente do CCAA, surge quando eu já estava sem esperanças de encontrá-la pra dar um beijinho. 

Fiquei feliz por poder vê-la, mas não esperava que fosse me levar pra sala onde ela estava reunida com a  Milena e a Ana Salim pra me apresentar pra Milena. Chegando lá, ela me disse que a Milena estava com muita vontade de me conhecer por ouvir falar muito bem de mim e do meu trabalho. Bom, fez as apresentações e eu fiquei lá feito idiota ouvindo uma porção de coisas bacanas a respeito do meu trabalho vindas da diretora de franchising e da presidente do grupo. Travei totalmente. Eu que sempre tenho tanto pra dizer e que, normalmente, não perco uma oportunidade de fazê-lo, estava travada. Claro que eu não estava cabendo em mim de felicidade, afinal, quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido? Só que enquanto elas me elogiavam, eu não conseguia dizer nada, só conseguia rir. E enquanto eu ria, eu pensava: "É isso mesmo, Paula? Você não tem nada inteligente pra falar? Vai ficar aí feito idiota rindo sabe-se lá de quê? Fale alguma coisa útil, mulher!". Não adiantou. Continuei a rir.

Saí daquela sala me sentindo completamente pateta. Com tanta coisa que eu poderia ter dito, eu só conseguia agradecer os elogios, o reconhecimento e... rir. Fico só imaginando a Milena se perguntando: "Como pode essa mulher ter uma fama de ser tão boa de trabalho, se só o que consegue fazer é rir? Como pode essa pateta liderar uma equipe tão competente com essa cara de boba?" Ainda bem que eu já tinha estado com a Ana Salim em outras ocasiões e acho que não fui tão pateta quanto na última quarta. Definitivamente, eu não devo ter causado uma boa impressão... Ai, meu Deus. Quem merece parecer pateta em uma circunstância dessas? S.O.S.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Começo do fim da hipocrisia



Quando vi a capa da revista Época do final de semana passado com a manchete "Filhos e Felicidade" pensei logo que aquela matéria me interessava muito. Em um mundo onde tudo aponta para a felicidade absoluta que é ou deveria ser o fato de se ter filhos, ler algo que questione essa "verdade" divulgada aos quatro cantos do mundo por gerações e gerações é como sentir uma brisa fresca batendo no rosto, é como um suspiro de alívio. No sábado não tive tempo de ler a matéria, mas o fiz no domingo.

Na matéria, alguns casais, com sinceridade e coragem, mostravam suas dificuldades desde que tiveram filhos, dificuldades que passam por falta de sexo, falta de tempo (pra ler um livro, assistir a um programa, tomar um banho, ficar quieto com quem se ama no sofá de mãos dadas), falta de dinheiro, brigas com o parceiro que reclama sua atenção ou porque ele/ela não lhe ajuda como gostaria, frustração na carreira, frustração com a rotina cansativa e entediante, frustração por ter se preparado tanto para o momento que o filho chega na nossa vida e se deparar com uma realidade totalmente diferente, saudade dos programas adultos, saudade de ouvir sua música preferida (não, galinha pintadinha, backyardigans ou Xuxa não valem), e por aí vai essa lista sem fim. 

Confesso que fiquei feliz por ver que muitas outras pessoas estão deixando de lado o medo de serem julgadas como péssimos pais e se abrindo pra falar o que acontece, na realidade, dentro da gente quando temos um filho. As pessoas estão admitindo que não são só maravilhas como quase todo mundo fala e colocando os pés no chão pra enxergar que filhos são, na maior parte do tempo, uma loucura, quase um inferno. Só não é um inferno porque existem momentos de pura magia que apagam as chamas do inferno que teimam em nos envolver. Existem momentos, rápidos como um piscar de olhos, em que um sorriso, um beijo, um carinho, faz toda essa loucura valer a pena. Vale a pena, sim, é uma experiencia única. Mas nunca pude fechar meus olhos pra todas as coisas ruins que acompanham a maternidade, mesmo que eu tenha precisado de coragem pra expor o que vai em meu coração quando sinto vontade de largar tudo e sair correndo. Ainda preciso de coragem pra falar que muitas vezes me sinto sufocar.  

Legal saber que não sou a única mãe na face da terra a dizer que não é tão simples como me fizeram acreditar. Bom saber que não sou a única que sente necessidade de falar sobre a insatisfação gerada por tantas mudanças advindas do fato de ter filhos. Quem sabe os próximos pais terão uma ideia melhor, mais perto da realidade sobre o que, de fato, significa ter um bebê em sua vida. Assim, quando as pessoas decidirem ter filhos, o farão esperando também o tsunami que vem com eles. Não serão mais pegos de surpresa por terem alimentado a vida toda uma ideia falsa de felicidade absoluta, de alegria serena por criar uma família completa. Deixando tudo às claras podemos, pelo menos, ter uma noção do que nos aguarda e, embora a realidade sempre seja bem pior que os piores avisos, haverá menos culpa, frustração e surpresa.

Os casais da reportagem estão até agora procurando o tal do paraíso da frase que diz que "ser mãe é padecer no paraíso". Tenho vontade de passar um e-mail pra eles, telefonar, fazer um sinal de fumaça qualquer implorando pra eles me falarem onde está o paraíso se o encontrarem. E ainda me comprometo a fazer o mesmo por eles. Se esse paraíso existe, ainda não apareceu pra mim. Se aparecer por aqui, podem ter certeza que aviso. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Solidão




Tem dias em que me sinto sozinha.

No meu trabalho, estou sempre rodeada de muita gente, de todas as idades, pessoas alegres, divertidas, mas, em se tratando de trabalho, não é nenhuma novidade dizer que rolam uns estresses normais de qualquer lugar onde muitas pessoas trabalham juntas e desempenham diferentes funções. Nada que não possa ser resolvido com uma boa conversa, vontade de acertar e bom senso. 

Acontece que ocupo o cargo de chefe e a verdade é que ninguém, ou quase ninguém, nunca pensa no que o chefe sente, ninguém nunca tenta se colocar no lugar dele. Sendo mais específica, as pessoas de secretaria, por ocuparem a mesma função, podem se consolar, desabafar entre si, vão sempre se entender, vão compreender as dificuldades de seu dia-a-dia. Os professores também encontram-se unidos pelas mesmas tarefas, pelos mesmos problemas e, na maioria dos casos, vão procurar compreender as reclamações, críticas e conversas em geral inerentes a profissão que surgem quando estão juntos. Mas e o chefe? Com quem ele fala quando está descontente? Quando está inseguro? Com quem ele divide uma angústia relativa ao seu trabalho, um medo? Ele que é o responsável por manter o grupo unido, por apaziguar conflitos, colocar panos quentes em situações e fechar os olhos pra outras? Ele que é o responsável por estimular o time a prosseguir, a incentivá-los a ir além? Com quem ele partilha essa carga? 

Quando a Bianca Way estava comigo, quando era minha coordenadora de ensino, era mais fácil. Podíamos dividir as preocupações, pensávamos juntas na melhor solução, conversávamos sobre o trabalho e tínhamos uma visão semelhante por ocuparmos um cargo semelhante. Ela entendia minhas dores. E me ajudava a aliviá-las. Trabalhar com ela tornava um pouco mais fácil tomar grandes decisões, muitas vezes de supetão. Não é simples quando uma situação se apresenta e você mal tem tempo de refletir porque tem que decidir na hora, tomar uma atitude no momento e arcar com suas consequências sozinha. Por isso sinto tanto a falta dela... Porque além de minha amiga, ela me ajudava a não enlouquecer quando as coisas complicavam muito. Bianca, por ter uma visão mais fria de tudo, me ajudava a não sofrer com atitudes egoístas, de gente que não consegue enxergar o todo.

Apesar de a Bianca não estar comigo há bastante tempo - sei lá, 4, 5 anos? - tenho a impressão que sempre sentirei sua falta. Ainda sinto o choque que levei no dia em que ela me falou que ia para o Departamento de Ensino. Tenho consciência de que não poderia haver pessoa mais capacitada que ela para o cargo e que sua contribuição para a empresa é muito maior estando onde ela está. Sei também que, se ela alguma vez não me compreendeu, hoje, com a vivência de líder de equipe, ela compreende. 

Bianca, por ver as coisas de forma diferente de mim, contribuía muito, é uma mulher de muitas ideias criativas e eu sou uma mulher de execução, por isso era tão bom. Não concordávamos em tudo, mas nos respeitávamos demais, sabíamos que tínhamos a sorte de estarmos trabalhando juntas, crescendo, aprendendo uma com a outra. Eu não tenho a carinha doce da Bianca, a fala mansa e a voz baixinha, nem o jeito discreto dela, mas meu coração é uma manteiga. Ela sempre soube ser mais durona que eu, contrariando sua aparência e seu jeito. Enfim, por tudo isso é que em muitos momentos me sinto só. E por mais que eu saiba que a vida é assim mesmo e que estamos aí pra lutar todo dia nossas batalhas pessoais, ainda me dói, pelo amor enorme que tenho por ela, saber que a gente era muito feliz juntas e que hoje, muitas vezes, minha amiga se sente como eu: sozinha. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

UP - Altas Aventuras




Eu assisto a muitos filmes infantis por conta do meu filho. Muitos deles, já assisti inúmeras vezes. Não sei porque crianças são tão repetitivas, querem sempre ver a mesma coisa não importa a quantidade de ocasiões em que já assistiram. Seja como for, como eu sempre gostei de filmes infantis, consigo assistir com ele. É claro que não gosto de assistir repetitivamente, mas mesmo quando Miguel não existia, nem minhas afilhadas, eu sempre fui ao cinema para assistir aos filmes feitos para o público infantil. Cinema é cinema e se for bem feito, vale qualquer um pra mim, não me importo com nacionalidade nem estilo.

Bem, por conta do Miguel ficar assistindo o mesmo filme até cansar, eu e o Namorado acabamos optando sempre por comprar os DVDs pra ele, ainda mais que ele gosta de ter a caixinha com a capa original do filme. Então, comprei o filme Up - Altas Aventuras. E foi uma surpresa constatar que o filme é simplesmente lindo! Eu e o Namorado nos identificamos muito com o casal da estória: o velhinho rabugento e, por vezes, mal humorado e a velhinha que fala pelos cotovelos, cheia de energia. Logo no início do filme, já me emocionei... As primeiras cenas são lindas, tocantes em nível máximo. É muito fofo. E, depois, no desenrolar da estória, tudo é muito bonito, muito cuidado, de uma beleza muito sutil. A trilha sonora também é excelente.

O velhinho se chama Carl Fredricksenen e sua esposa se chama Ellie. Eles se conhecem crianças e já fica muito claro todas as diferenças entre eles, no tipo de vida, na criação e na personalidade. Com o falecimento de sua esposa, Fredricksenen decide tentar realizar os sonhos que tinha quando seu amor era vivo e acaba conhecendo Russell, um escoteiro que, por acidente, embarca na aventura junto com o velhinho. A relação entre eles é outro ponto alto do filme porque enquanto o menino é superativo, alegre e extrovertido, Fredricksenen é fechado pra vida, apegado ao mundo que construiu com sua esposa, apegado a coisas e objetos do passado, preso a esse passado. Essas duas pessoas tão distintas se unem por apenas uma característica em comum: a solidão.

É claro que dificilmente uma criança da idade do Miguel vai entender todas as nuances da estória, tudo o que o filme quer passar. O filme é "infantil" porque se trata de uma animação, tem personagens engraçados e aventuras para prender a atenção da criança, mas sua mensagem vai muito além. É uma mensagem de amor e de amizade, de descobrir que nossas maiores aventuras podem ser as coisas cotidianas, pode ser o que nos parece banal, pode ser apenas viver. 








quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gente do Bem



Música é algo que está na vida de todo mundo. Uns gostam mais, outros menos, mas a trilha sonora está sempre lá, marcando momentos, trazendo lembranças, contanto uma história. Acho que é por isso que o programa "The Voice Brasil" está fazendo tanto sucesso. O povo gosta de música, ainda mais quando é bem cantada, por gente que realmente sabe cantar e que ainda está amparada por profissionais que entendem do que fazem. Eu fico emocionada com as vozes, com as interpretações, com as músicas escolhidas ( umas eu amo, outras nem tanto), com a expectativa de cada uma daquelas pessoas que estão ali.

Só tem uma coisa que me emociona mais que tudo isso: é a estória de cada uma das pessoas, a luta, a vocação, a corrida atrás de um sonho. E, mais além, me emociono com cada família, me emociono vendo como, muitas vezes, ela é o esteio, o consolo, é a parede firme que não deixa cair. 

Antes do momento da audição que está no video do link acima, na hora em que resumidamente se conta um pouco da estória do cantor, o pai dessa cantora fala: "Ela começou a compor com 14 anos, com 17 anos, quando percebi que ela já estava com dezenas de músicas eu olhei pra ela e falei "e aí, quer gravar um CD?" e ela falou "Pô, pai, não dá... Não tem condição..."  "Tá vendo aquele carro ali? Ele vai rodar mesmo..." Coloquei o carro pra vender e ele rodou mesmo. Mas valeu a pena, com certeza, só o fato de ela estar aqui hoje já é uma vitória"

Acho tão lindo isso de ir atrás do que se quer e de ter sua família pra dar suporte, pra ajudar. Pra quem olha assim, de fora, pode parecer que esse pai é louco, imagina, vender o carro pra fazer um CD... Mas pra ir atrás de um sonho também é preciso certa dose de loucura, não é? É preciso arriscar, pensar mais alto. E isso me toca. Deve ser porque não me acho arrojada, porque não teria coragem pra fazer o mesmo, talvez. Deve ser porque tenho uma família maravilhosa e sei o valor de uma. Sei o quanto é importante contar com seus pais, seus irmãos, sua gente. Aquele abraço que, independente do cantor conseguir a vaga ou não, ele recebe quando se encontra com sua família é tão fofo, tão cheio de carinho e conforto... A família torcendo junto, quase em desespero, para que alguém escolha seu familiar, tudo isso é muito do bem, muito gente. E gente do bem me emociona.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Mestre

Sempre quis ser professora. Sempre. Nunca passou pela minha cabeça ser outra coisa. Minha mãe tentava arduamente tirar isso da minha mente, dizendo todas as verdades a respeito dessa profissão para me levar para outro caminho: que é uma profissão desvalorizada, que eu nunca conseguiria ter uma vida financeira confortável e que, por isso, como ela, eu deveria fazer concurso público e, pra tanto, melhor seria estudar Direito. Bom, eu sabia que Direito era totalmente fora de questão pra mim, mas na hora do vestibular lá fui eu estudar Comunicação Social, mas precisamente Relações Públicas. 

Só que a vida é muito louca e como vim ao mundo para ser feliz, acho que meus caminhos acabaram me levando exatamente onde eu sabia que me levariam: para a sala de aula. 

Quando entrei no CCAA para tentar entender inglês, nunca pensei que fosse achar que aquele idioma que atormentava meus dias na escola fosse virar algo tão simples de ser entendido, tão fácil de ser aprendido, muito menos que eu fosse ter prazer em saber cada vez mais e de gostar de me comunicar em outro idioma, de entender as músicas e os filmes sem precisar de tradução. Portanto, quando cheguei ao fim do curso pensei com certo aperto no coração "E agora?" Decidi, então, fazer o curso para professores e, exatamente quando terminei a faculdade, fui chamada pra dar aulas. 

Quando entrei na sala de aula pela primeira vez como professora, no CCAA de Niterói, em uma turma de Junior, estava nervosa e feliz. Quando a aula terminou, eu fechei a porta com a sensação de que havia encontrado meu caminho, que era isso o que estava buscando e estava mais feliz ainda. Meu sentimento de menina estava confirmado: sou professora. 

Hoje, meu dia-a-dia está totalmente voltado para a área administrativa da escola, mas não me esqueço dos muitos alunos que tive e não me esqueço das maravilhas e das dificuldades dessa profissão. Tenho o prazer de conviver com mais de 20 professores diariamente, tenho muitos amigos professores. Tive professores inesquecíveis, gente que passa por sua vida e deixa uma marca positiva, que faz você enxergar a vida de um jeito diferente, inovador. Muitas vezes, só o que os alunos precisam é de um carinho, um empurrão que os leve adiante, um "eu acredito em você" dito com verdade, com a alma. Que seres lindos são esses capazes de levar outros a não aceitar, como diz Zé Ramalho, uma "vida de gado"? Que seres abençoados são esses capazes de ajudar outros a discernirem o certo do errado, a questionarem? Esses seres mágicos que Deus colocou na Terra são capazes de dar a mão a alguém inseguro e falar: "vamos descobrir isso juntos!" 

Em minha rotina vejo professores animados, gente que acredita no que faz, que ainda acha que o poder da educação pode modificar o mundo. Peço que Deus os conserve assim. Vejo professores que acham que não têm a menor vocação pra sala de aula, mas que viram deuses quando estão com seus alunos, capazes de fazer com que eles façam coisas grandiosas. Peço a Deus que os ajude a entender o que realmente são. Vejo professores que tem brilho no olho, gente que é feliz fazendo o que faz apesar de tudo, do desrespeito, da remuneração, da falta de valor recebida de uma sociedade tão boba. E que Deus os ilumine e dê forças para prosseguir. Professores novatos, com sede de aprender essa magia que só acontece dentro de uma sala de aula, professores experientes mas que não se cansam de acreditar. Que Deus os mantenha assim, com sede de viver. E, é claro, professores cansados que só vêem na sala de aula um meio de ganhar sustento. Peço a Deus que modifique suas vidas para que encontrem seu verdadeiro caminho.

De qualquer forma, quero deixar aqui a minha sincera homenagem a pessoas que se dedicam a educar, a fazer crescer, a transformar. Eu me sinto orgulhosa por ter, durante anos, entrado em sala de aula e ter feito a diferença na vida de tantos alunos. Eu me sinto orgulhosa por ter ao meu redor gente que ama o que faz e faz com tanto amor que dá vontade de ficar sempre por perto. A você, a todos nós, professores que ainda acreditam no poder da nossa mão, no poder da nossa escolha de vida: parabéns!!

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino." (Paulo Freire)

sábado, 13 de outubro de 2012

Você não vai trabalhar?



Ontem, feriado de Nossa Senhora Aparecida e dia instituído pelo comércio para ser o dia das crianças, passamos com o Miguel o tempo inteiro. É cansativo mas gostoso. Ele brincou muito e nem tirou seu soninho de fim de tarde, o que fez com que ele estivesse na cama às 22:30. 

Agora pouco, acordou cheio de carinho, pediu que eu colocasse um filme pra ele e pediu pra comer pizza. Expliquei que poderíamos comer pizza mais tarde, depois de irmos ao cinema assistir "Procurando Nemo" - filme que ele ama e que foi lançado em 3D. Com cara de curiosidade, ele vira-se pra mim e pergunta: "Você não vai trabalhar de novo, mãe? Vamos ficar o dia todo juntos, minha gostosinha?" Quando respondi que sim, iríamos ficar o dia todo juntos, a cara de alegria do Miguel foi tão linda que me me encheu de emoção. 

Nesse feriadão, nem eu nem o namorado vamos trabalhar os 4 dias e poderemos ficar com ele em tempo integral. Não faremos nenhum programa só nosso. Dessa vez, os programas serão somente os dele e vê-lo feliz mesmo que não fizéssemos nada, só pelo simples fato de me ter ao seu lado, faz todo o cansaço valer a pena. Esse meu gostosinho me dá tanto amor que chega a entornar do meu peito. Acho que é esse amor que entorna, que transborda, que me faz chorar só por olhar Miguel dormindo, só por sentir seu abraço apertado, só por ouví-lo me chamando de "sua gostosinha". Existem muitas coisas maravilhosas nessa vida, nesse mundo lindo criado por Deus, mas nada, nada supera o carinho tão sincero que uma mãe recebe de seu filho. Nada mesmo.