Ainda sobre o magistério, outro dia, conversando com minha irmã, ela me disse que não recebeu o salário relativo ao mês de abril!! Estamos em meados de maio e fico imaginando a que ponto chega a falta de respeito a essa profissão em nosso país.
Minha irmã é nutricionista, com mestrado e doutorado, artigos publicados, enfim, um currículo excelente. E isso não a livra do desrespeito e falta de consideração das instituições de ensino superior. É uma pena. Ela, apesar disso, continua super compromissada com seus alunos, não falta e nem chega atrasada. Ela também não consegue se doar pela metade. É de família, graças a Deus e a meus pais que nos educaram assim.
Como mudar a situação se as coisas que devem mudar primeiro continuam da mesma forma? Difícil. Será que tem jeito?
terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Feijão com arroz
Muitas vezes me pergunto porque existem pessoas no trabalho que acham que fazem muito quando estão fazendo apenas o feijão com arroz. É uma situação complexa, principalmente quando se trata de professor.
A profissão não é bem remunerada e algumas pessoas se escoram nisso para justificarem o fato de entrarem em sala de aula, darem suas aulas nem sempre bem preparadas e pronto. Eu só sei que quando você escolhe essa profissão tem que estar ciente que é uma das mais nobres e, portanto, carrega um peso enorme, inclusive de trabalho. O professor não pode apenas achar que vai passar conhecimento a alguém, ele tem que entender que existem mil questões que envolvem o aprendizado (família, temperamento, aptidão, gosto). è preciso saber que pra ensinar precisamos entender melhor nossos alunos, nos aproximarmos dele e isso dá trabalho.
Não é fazendo o feijão com arroz, o normal, o que todos fazem, que a gente chega nesse aluno problemático. Sim, é esse que me interessa porque dar aulas para aluno inteligente ou interessado e calmo não me torna melhor. Dar aula pra esse é moleza. Não há mérito nenhum em ver esse aluno tirando notas boas. Quero ver dar aula pra alunos com dificuldades, pra alunos bagunceiros, para aqueles que, pelo menos aparentemente, são rebeldes sem causa. Ver esses alunos conseguindo, chegando lá, é a maior recompensa que um professor pode ter. E, pra isso, há que se sair do normal, há que se pensar em alternativas, em como tocar esse aluno, em como fazê-lo entender. É preciso sair da zona de conforto e se misturar com a vida do aluno. Isso dá trabalho e muito. Sei disso, não vou nem tentar negar. E nem todos querem ter trabalho. Querem entrar na escola, dar sua aula, colocar sua pasta do escaninho e ir pra casa sem levar nada consigo. E querem o salário no final do mês.
Não consigo ser assim. Em tudo que faço procuro me colocar por inteiro, fazer bem feito, me destacar. Salário baixo nunca me desmotivou. Falta de reconhecimento sim. Acredito que a partir do momento que você topa trbalhar em algum lugar e sabe quanto vão lhe pagar, um acordo foi feito. E, sendo assim, temos que dar nosso melhor. Creio que nem que eu quisesse fazer meu trabalho pela metade, eu conseguiria. Então, não entendo quem não busca fazer mais no mundo de hoje. Não entendo e não aceito. Não serve pra trabalhar comigo.
A profissão não é bem remunerada e algumas pessoas se escoram nisso para justificarem o fato de entrarem em sala de aula, darem suas aulas nem sempre bem preparadas e pronto. Eu só sei que quando você escolhe essa profissão tem que estar ciente que é uma das mais nobres e, portanto, carrega um peso enorme, inclusive de trabalho. O professor não pode apenas achar que vai passar conhecimento a alguém, ele tem que entender que existem mil questões que envolvem o aprendizado (família, temperamento, aptidão, gosto). è preciso saber que pra ensinar precisamos entender melhor nossos alunos, nos aproximarmos dele e isso dá trabalho.
Não é fazendo o feijão com arroz, o normal, o que todos fazem, que a gente chega nesse aluno problemático. Sim, é esse que me interessa porque dar aulas para aluno inteligente ou interessado e calmo não me torna melhor. Dar aula pra esse é moleza. Não há mérito nenhum em ver esse aluno tirando notas boas. Quero ver dar aula pra alunos com dificuldades, pra alunos bagunceiros, para aqueles que, pelo menos aparentemente, são rebeldes sem causa. Ver esses alunos conseguindo, chegando lá, é a maior recompensa que um professor pode ter. E, pra isso, há que se sair do normal, há que se pensar em alternativas, em como tocar esse aluno, em como fazê-lo entender. É preciso sair da zona de conforto e se misturar com a vida do aluno. Isso dá trabalho e muito. Sei disso, não vou nem tentar negar. E nem todos querem ter trabalho. Querem entrar na escola, dar sua aula, colocar sua pasta do escaninho e ir pra casa sem levar nada consigo. E querem o salário no final do mês.
Não consigo ser assim. Em tudo que faço procuro me colocar por inteiro, fazer bem feito, me destacar. Salário baixo nunca me desmotivou. Falta de reconhecimento sim. Acredito que a partir do momento que você topa trbalhar em algum lugar e sabe quanto vão lhe pagar, um acordo foi feito. E, sendo assim, temos que dar nosso melhor. Creio que nem que eu quisesse fazer meu trabalho pela metade, eu conseguiria. Então, não entendo quem não busca fazer mais no mundo de hoje. Não entendo e não aceito. Não serve pra trabalhar comigo.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Mães
Ontem foi o meu primeiro dia das mães com o Miguelito fora da minha barriga. No ano passado, ele nasceu prematuramente exatamente no dia das mães, às 23:33, então nem posso considerar aquele dia.
Hoje é aniversário dele. Quando ele acordou, me deu uma sensação de vitória muito grande, uma paz imensa. Olhar pra ele de manhã e vê-lo batendo palminhas enquanto escutava a mãe louca cantando "parabéns pra você", foi, simplesmente, adorável. Vê-lo forte e cheio de saúde é meu maior presente.
Ser mãe é algo tão grandioso que não dá pra explicar. Só sei que é algo tão maior que tudo que até as menos românticas com relação a maternidade como eu, são capazes de sentir a enormidade desse sentimento.
Quando penso em mães, vejo que sempre tive em minha família exemplos maravilhosos de mães. Minha vó materna, é logo a primeira da lista. Casada com um cara bronco, português desses bem tacanhos - o meu avô - era analfabeta. A vida não lhe deu a oportunidade de aprender a ler e escrever embora ela tivesse muita vontade de aprender. Desde cedo, teve que trabalhar em casas de família e lavar roupa pra fora para ajudar o marido a sustentar os quatro filhos (três meninos e uma única menina, minha mãe). Minha avó foi uma mãe exemplar, lutadora, que sempre encorajou os filhos a estudarem para conseguir mais que ela na vida. Analfabeta sim, mas era esperta, inteligente. Nunca foi burra. E tinha muita classe. Classe não tem nada a ver com nível social. Minha mãe é hoje o que minha avó fez dela: uma mulher honesta, batalhadora, pé no chão.
Pronto chegamos no meu segundo exemplo de mãe maravilha. A minha. Incansável na educação das filhas, sempre se fez presente mesmo trabalhando muito. Poucas vezes pode buscar na escola, fazer dever de casa junto com a gente, mas nunca deixou de mostrar o quanto somos importantes pra ela, que éramos e somos até hoje sua prioridade. Minha mãe é muito amiga, muito companheira mesmo. E, como fez minha avó, sempre nos disse que precisávamos ir atrás do nosso lugar ao sol, que não devíamos depender de ninguém e que somos responsáveis por nossas escolhas.
Ainda na minha família, tenho outro exemplo de mãe. Minha tia Sandra. Casada com o irmão da minha mãe, meu tio Luis, é uma mulher de fibra como poucas. Tem dois filhos (meus primos queridos) e o mais velho é autista. Desde quando meu primo era muito novinho, minha tia anda com ele, pra cima e pra baixo, buscando os melhores tratamentos, as terapias alternativas, as escolas especiais. Já passou maus momentos por causa de preconceito, gente sem noção e sem sensibilidade, mas nunca, nunca mesmo a vi reclamar. Nunca está de saco cheio, nunca deixa a peteca cair. É incansável!! Admirável mesmo. Mesmo com a trabalheira toda que um filho especial dá, conseguiu manter o casamento e tornar meu primo mais novo um homem bacana, totalmente do bem.
Por essas e outras, quero ver se consigo chegar ao menos perto de ser uma mãe assim. Tomara que seja fibra familiar, que esteja entranhado em meu código genético. Esforço meu não vai faltar.
Hoje é aniversário dele. Quando ele acordou, me deu uma sensação de vitória muito grande, uma paz imensa. Olhar pra ele de manhã e vê-lo batendo palminhas enquanto escutava a mãe louca cantando "parabéns pra você", foi, simplesmente, adorável. Vê-lo forte e cheio de saúde é meu maior presente.
Ser mãe é algo tão grandioso que não dá pra explicar. Só sei que é algo tão maior que tudo que até as menos românticas com relação a maternidade como eu, são capazes de sentir a enormidade desse sentimento.
Quando penso em mães, vejo que sempre tive em minha família exemplos maravilhosos de mães. Minha vó materna, é logo a primeira da lista. Casada com um cara bronco, português desses bem tacanhos - o meu avô - era analfabeta. A vida não lhe deu a oportunidade de aprender a ler e escrever embora ela tivesse muita vontade de aprender. Desde cedo, teve que trabalhar em casas de família e lavar roupa pra fora para ajudar o marido a sustentar os quatro filhos (três meninos e uma única menina, minha mãe). Minha avó foi uma mãe exemplar, lutadora, que sempre encorajou os filhos a estudarem para conseguir mais que ela na vida. Analfabeta sim, mas era esperta, inteligente. Nunca foi burra. E tinha muita classe. Classe não tem nada a ver com nível social. Minha mãe é hoje o que minha avó fez dela: uma mulher honesta, batalhadora, pé no chão.
Pronto chegamos no meu segundo exemplo de mãe maravilha. A minha. Incansável na educação das filhas, sempre se fez presente mesmo trabalhando muito. Poucas vezes pode buscar na escola, fazer dever de casa junto com a gente, mas nunca deixou de mostrar o quanto somos importantes pra ela, que éramos e somos até hoje sua prioridade. Minha mãe é muito amiga, muito companheira mesmo. E, como fez minha avó, sempre nos disse que precisávamos ir atrás do nosso lugar ao sol, que não devíamos depender de ninguém e que somos responsáveis por nossas escolhas.
Ainda na minha família, tenho outro exemplo de mãe. Minha tia Sandra. Casada com o irmão da minha mãe, meu tio Luis, é uma mulher de fibra como poucas. Tem dois filhos (meus primos queridos) e o mais velho é autista. Desde quando meu primo era muito novinho, minha tia anda com ele, pra cima e pra baixo, buscando os melhores tratamentos, as terapias alternativas, as escolas especiais. Já passou maus momentos por causa de preconceito, gente sem noção e sem sensibilidade, mas nunca, nunca mesmo a vi reclamar. Nunca está de saco cheio, nunca deixa a peteca cair. É incansável!! Admirável mesmo. Mesmo com a trabalheira toda que um filho especial dá, conseguiu manter o casamento e tornar meu primo mais novo um homem bacana, totalmente do bem.
Por essas e outras, quero ver se consigo chegar ao menos perto de ser uma mãe assim. Tomara que seja fibra familiar, que esteja entranhado em meu código genético. Esforço meu não vai faltar.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Lambada
Como faço todos os dias, acordei as 6 e meia da manhã pra ir a academia fazer minha aula de ginástica. Prefiro fazer logo de manhã, primeiro porque fico logo livre, segundo porque me encho de energia e já chego no trabalho no pique total e, por último, porque mesmo que quisesse malhar de noite não poderia por causa do Miguel.
Mas, voltando ao assunto da aula, de repente o CD da professora dispara um "chorando se foi, quem um dia só lhe fez chorar..." e entre meus pesos, caneleiras e anilhas, fui arremessada para 22 anos atrás, exatamente 1988 (ui!!), quando fui a Porto Seguro e a lambada ainda não tinha estourado no Brasil todo, como aconteceu logo depois. E me deu uma vontade louca de rir porque essa viagem foi uma das mais engraçadas que já fiz.
Fomos, eu, minha irmã, minha mãe e meu pai, em um ônibus para Porto Seguro, era um grupo cheio de pessoas desconhecidas. Chegando lá, além da praia e dos passeios históricos, o que se fazia? Dançar lambada! Dançávamos lambada em todo lugar, nas ruas, na praia e, à noite, nos lugares típicos feitos só pra isso. Logo no segundo dia, minha irmã já estava enturmadérrima com 2 garotos bonitinhos do nosso grupo. A saidinha fazia logo amizade e eu ia atrás. Fomos fazer alguns passeios e, é claro, todos os turistas que lá estavam faziam os mesmos passeios e, por isso, um garoto que devia ter uns 18 anos (soube depois que tinha mesmo 18) me encontrava por todos os cantos de Porto Seguro. Inconformado com meu desdém, andava atrás de mim e dizia que tinha sido amor à primeira vista! Nâo queria nem saber se meu pai e minha mãe estavam por perto, cheio de atitude, chegava perto e vinha falar comigo mesmo. Eu estava já morta de vergonha do meu pai... Meu pai já achava até engraçado.
Tudo muito lindo, se o menino não fosse feio. Muito feio. Sabe aquela criatura que tem tudo pra ser bonita e é feia? É loirinho, queimado de sol, com olhos verdes, mas... é feio. Sei lá o que aconteceu na hora de juntar os genes do pai e da mãe mas alguma bagunça houve e o resultado não foi dos melhores...
O menino cismou mesmo comigo e, além de nos encontrarmos em vários lugares históricos, passamos a nos encontrar a noite, pra dançar. Quer dizer, ele dançava pra lá e eu pra cá porque eu não queria dançar com ele, por mais que ele insistisse. Minha irmã lá, com os dois bonitinhos e eu já estava até querendo ficar com um deles, mas o menino era devagar quase parando e nada de falar comigo. Falava com a minha irmã, que já estava ficando com o amigo dele, mas comigo... NADA! Aí, no último dia lá estava o Carlinhos (o menino feio) me chamando pra dançar pela milionésima vez. QUer saber? Pensei. Vou dançar com ele.
Gente, o menino dançava muito!!! Sabia todos os passos, sabia conduzir uma menina como um nativo de Porto Seguro, e, pra minha surpresa, tinha pegada... Só sei, minha gente, que no final da noite eu já estava louca de vontade de ficar com ele. E, quando ele me tascou um beijo depois da terceira lambada, eu adorei!!!
Olhei pra cara da minha irmã e ela estava de boca aberta, sem acreditar que eu pudesse ter ficado com aquele menino tão feio... Cheguei perto dela e ela me disse que eu só poderia estar louca, insandecida. O menino bonitinho, que não chegava em mim nunca, virou pra mim e disse: "Preciso aprender a dançar lambada urgentemente". E eu? Ah, eu voltei pros braços do Carlinhos porque homem que sabe dançar é tudo de bom mesmo e, além do mais, o beijo dele era ótimo!!!
Fui tirada das minhas lembranças ao som de, pasmem: Beto Barbosa cantando "Preta, fala pra mim... Fala o que você sente por mim..." E continuei rindo e malhando, lembrando de como fui feliz alí, ficando com o magrelo mais feio ever, mas que dançava e beijava bem. É isso.
Mas, voltando ao assunto da aula, de repente o CD da professora dispara um "chorando se foi, quem um dia só lhe fez chorar..." e entre meus pesos, caneleiras e anilhas, fui arremessada para 22 anos atrás, exatamente 1988 (ui!!), quando fui a Porto Seguro e a lambada ainda não tinha estourado no Brasil todo, como aconteceu logo depois. E me deu uma vontade louca de rir porque essa viagem foi uma das mais engraçadas que já fiz.
Fomos, eu, minha irmã, minha mãe e meu pai, em um ônibus para Porto Seguro, era um grupo cheio de pessoas desconhecidas. Chegando lá, além da praia e dos passeios históricos, o que se fazia? Dançar lambada! Dançávamos lambada em todo lugar, nas ruas, na praia e, à noite, nos lugares típicos feitos só pra isso. Logo no segundo dia, minha irmã já estava enturmadérrima com 2 garotos bonitinhos do nosso grupo. A saidinha fazia logo amizade e eu ia atrás. Fomos fazer alguns passeios e, é claro, todos os turistas que lá estavam faziam os mesmos passeios e, por isso, um garoto que devia ter uns 18 anos (soube depois que tinha mesmo 18) me encontrava por todos os cantos de Porto Seguro. Inconformado com meu desdém, andava atrás de mim e dizia que tinha sido amor à primeira vista! Nâo queria nem saber se meu pai e minha mãe estavam por perto, cheio de atitude, chegava perto e vinha falar comigo mesmo. Eu estava já morta de vergonha do meu pai... Meu pai já achava até engraçado.
Tudo muito lindo, se o menino não fosse feio. Muito feio. Sabe aquela criatura que tem tudo pra ser bonita e é feia? É loirinho, queimado de sol, com olhos verdes, mas... é feio. Sei lá o que aconteceu na hora de juntar os genes do pai e da mãe mas alguma bagunça houve e o resultado não foi dos melhores...
O menino cismou mesmo comigo e, além de nos encontrarmos em vários lugares históricos, passamos a nos encontrar a noite, pra dançar. Quer dizer, ele dançava pra lá e eu pra cá porque eu não queria dançar com ele, por mais que ele insistisse. Minha irmã lá, com os dois bonitinhos e eu já estava até querendo ficar com um deles, mas o menino era devagar quase parando e nada de falar comigo. Falava com a minha irmã, que já estava ficando com o amigo dele, mas comigo... NADA! Aí, no último dia lá estava o Carlinhos (o menino feio) me chamando pra dançar pela milionésima vez. QUer saber? Pensei. Vou dançar com ele.
Gente, o menino dançava muito!!! Sabia todos os passos, sabia conduzir uma menina como um nativo de Porto Seguro, e, pra minha surpresa, tinha pegada... Só sei, minha gente, que no final da noite eu já estava louca de vontade de ficar com ele. E, quando ele me tascou um beijo depois da terceira lambada, eu adorei!!!
Olhei pra cara da minha irmã e ela estava de boca aberta, sem acreditar que eu pudesse ter ficado com aquele menino tão feio... Cheguei perto dela e ela me disse que eu só poderia estar louca, insandecida. O menino bonitinho, que não chegava em mim nunca, virou pra mim e disse: "Preciso aprender a dançar lambada urgentemente". E eu? Ah, eu voltei pros braços do Carlinhos porque homem que sabe dançar é tudo de bom mesmo e, além do mais, o beijo dele era ótimo!!!
Fui tirada das minhas lembranças ao som de, pasmem: Beto Barbosa cantando "Preta, fala pra mim... Fala o que você sente por mim..." E continuei rindo e malhando, lembrando de como fui feliz alí, ficando com o magrelo mais feio ever, mas que dançava e beijava bem. É isso.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Saúde
Quando eu era adolescente, tinha muitos projetos pra mim. Era uma menina ambiciosa, que queria conquistar suas coisas, seu espaço e nunca olhava pra trás. Eu NUNCA pensava pra baixo, só olhava pra outras pessoas que poderiam servir de inspiração e, certo ou errado, não sei, pensava sempre em quem tinha mais que eu. Por esse "mais" entenda mais notas boas, mais roupas, mais viagens, mais oportunidades, mais conhecimento.
Não sei bem em que ponto da vida eu mudei ou se foi a própria vida que me modificou. Só sei que não sou mais aquela menina que sempre olhava pra quem tinha mais que ela. Não sou mais aquela que olhava pro alto e dizia que queria conquistar isso ou aquilo. Meu pensamento que era sempre o de que se existiam pessoas que conquistaram, eu também poderia chegar lá, não me atormenta mais. Hoje olho muito mais pra baixo.
O que sei é que procuro enxergar nas pessoas que tem menos, tão menos, essa inspiração pra mim. Nessas pessoas que lutam pelo mínimo, lutam pelo básico. Olho pra tudo o que conquistei, não coisas materiais embora isso também conte, mas principalmente o material humano que tenho ao meu lado. Olho em volta e vejo uma família bonita, com problemas é lógico, mas unida e que se gosta muito. Vejo a família que estou construindo, meu filho. Nessa hora vejo que tenho tanto. Tenho muito mais que preciso. Como continuar só olhando pro alto, pra quem tem mais que eu? Como se tenho tanto, tão mais que a maioria das pessoas?
Sou mais feliz hoje: satisfeita com o que tenho. Consciente de que conquistei muito e em paz comigo, sem a insatisfação constante de ter que conquistar, ter que ter mais. Não tenho que ter mais. Não preciso. Como ousar abrir a boca pra reclamar? Abrir a boca só se for pra agradecer. E pedir saúde porque sem isso a gente não é nada. E pedir saúde nunca é demais!
Não sei bem em que ponto da vida eu mudei ou se foi a própria vida que me modificou. Só sei que não sou mais aquela menina que sempre olhava pra quem tinha mais que ela. Não sou mais aquela que olhava pro alto e dizia que queria conquistar isso ou aquilo. Meu pensamento que era sempre o de que se existiam pessoas que conquistaram, eu também poderia chegar lá, não me atormenta mais. Hoje olho muito mais pra baixo.
O que sei é que procuro enxergar nas pessoas que tem menos, tão menos, essa inspiração pra mim. Nessas pessoas que lutam pelo mínimo, lutam pelo básico. Olho pra tudo o que conquistei, não coisas materiais embora isso também conte, mas principalmente o material humano que tenho ao meu lado. Olho em volta e vejo uma família bonita, com problemas é lógico, mas unida e que se gosta muito. Vejo a família que estou construindo, meu filho. Nessa hora vejo que tenho tanto. Tenho muito mais que preciso. Como continuar só olhando pro alto, pra quem tem mais que eu? Como se tenho tanto, tão mais que a maioria das pessoas?
Sou mais feliz hoje: satisfeita com o que tenho. Consciente de que conquistei muito e em paz comigo, sem a insatisfação constante de ter que conquistar, ter que ter mais. Não tenho que ter mais. Não preciso. Como ousar abrir a boca pra reclamar? Abrir a boca só se for pra agradecer. E pedir saúde porque sem isso a gente não é nada. E pedir saúde nunca é demais!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Andressa

Sábado foi aniversário da Andressa, filha da Fatinha. A Fatinha é uma amiga, grande amiga. Amiga de anos, anjo, amiga protetora, amiga pra todas as horas. Amiga que não concorda, que pensa diferente. Somos de mundos diferentes, de realidades diferentes, mas iguais no amor uma pela outra.
Então, quando ela me pegou de surpresa pedindo pra eu falar ao microfone tudo o que a Andressa havia escrito para homenagear a família e seus amigos, me senti com uma responsabilidade enorme por estar representando a voz de uma menina tão querida e amada por sua família linda.
O que importa na vida estava alí, naquela casa. Amor, estrutura familiar, empenho em fazer os sonhos se realizarem. A festa era mais um sonho da Fatinha que da própria Andressa, mas a felicidade da Fatinha era tão grande que, tenho certeza, a Andressa se contagiou pelos sentimentos da mãe e vai sempre lembrar desse dia como uma dia muito feliz, cheio de momentos especiais. Eu serei sempre grata a minha querida amiga por confiar a mim a responsabilidade de transmitir com minha voz todos os sentimentos bonitos que envolveram aquela noite.
sábado, 1 de maio de 2010
Oh Darling
Quem não conhece pelo menos uma música dos Beatles? Eu sou fã.
Quando era adolescente conhecia as músicas mais populares, as mais conhecidas. Com o tempo, fui conhecendo toda a obra, todos os cds e posso dizer que gosto de tudo!! Depois, ainda fui casar com um Beatlemaníaco que é ainda mais fã que eu... Já viu, né? Fiquei ainda mais viciada. E hoje acordei com "Oh, Darling" na minha cabeça. Logo de manhã tive que procurar o Cd e colocar a música bem alto.
Miguel parece que também já gosta de Beatles, o danadinho se sacode todo com as mãos pro alto. Enfim, música boa pra família toda.
http://www.youtube.com/watch?v=9lCqJ_-CFnk
Quando era adolescente conhecia as músicas mais populares, as mais conhecidas. Com o tempo, fui conhecendo toda a obra, todos os cds e posso dizer que gosto de tudo!! Depois, ainda fui casar com um Beatlemaníaco que é ainda mais fã que eu... Já viu, né? Fiquei ainda mais viciada. E hoje acordei com "Oh, Darling" na minha cabeça. Logo de manhã tive que procurar o Cd e colocar a música bem alto.
Miguel parece que também já gosta de Beatles, o danadinho se sacode todo com as mãos pro alto. Enfim, música boa pra família toda.
http://www.youtube.com/watch?v=9lCqJ_-CFnk
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