sexta-feira, 19 de julho de 2013

Meninos




Quando engravidei, não quis ter muitas esperanças de ser um menino porque na minha família só nascia mulher e eu não queria me iludir. Ficaria feliz com qualquer sexo, é óbvio, mas em meu íntimo, torcia por um menino. Entretanto, quando soube que na minha barriga estava o Miguel, apesar de muito feliz, me deu um medinho de não saber ser amiga dele, de não conseguir entrar nesse universo diferente do meu, da minha irmã, das minhas afilhadas. Fiquei um pouco sem saber como seria lidar com a realidade de um menino, até nas coisas mais simples como dar banho, por exemplo. Só que, pra mim que nunca fui chegada a bonecas, conviver com as brincadeiras masculinas foi muito mais fácil que eu poderia pensar. Eu AMO ser mãe de menino e se tivesse tempo e disposição para ter outro bebê, torceria para que viesse outro homem. 

Se todos os meninos são carinhosos e protetores com relação à suas mães como o meu é comigo, não sei. Mas sei que o relacionamento de uma mãe com seu filho é algo muito mágico porque apesar da falta de afinidade pras brincadeiras mais brutas, apesar de eu não achar graça de certas nojeiras das quais só homens gostam, em geral, existe um lance muito misterioso entre mãe e seu bebê homem. O jeito do Miguel me olhar, o jeito de ele pedir proteção e proteger, o jeito de ele me acarinhar é muito inédito pra mim. E é muito diferente da relação de carinho que ele tem com o pai. 

Hoje Miguel ficou na parte da frente da casa esperando minha irmã que o levaria ao cinema. Só que depois de estar lá fora alguns minutos, ele entrou em casa com uma florzinha pra mim. "Mamãe, olha o que peguei pra você..." Eu agradeci a flor, disse ao Miguel que ele é um filho maravilhoso, muito carinhoso e, como sempre faço, disse que ele é meu gostosinho, meu melhor presente. Aí o Miguel chegou mais perto, colocou cada mão de um lado do meu rosto, apertando minhas bochechas com força, quase me esmagando com seu jeito bruto de ser, e disse olhando nos meus olhos com carinha de sapeca:

"E você, mamãe, é a minha gostosinha. A mãe mais linda para sempre! Eu te amo muito mais, tá?"

Sem mais, me deixou alí com cara de pateta, completa por um sentimento delicioso de ser muito amada, olhando pra flor cor de rosa em minhas mãos como se fosse mais valiosa que um anel de brilhantes. Sem dar muita importância pro momento, Miguel deu as costas e voltou pra frente da casa.

Do pouco que eu sei nessa vida, posso afirmar que esse amor é único, não existe igual. E só de pensar que Deus me presenteou com a dádiva de ter esse menino bruto e delicado, estabanado e sensível ao mesmo tempo na minha vida, tenho vontade de agradecer mil vezes. Mil vezes, não. Um milhão de vezes. E nunca será o suficiente. Nunca será.  




terça-feira, 16 de julho de 2013

Quando você parou de se achar bonita?



Esse é mais um vídeo da série de propagandas Dove. Achei tão bonito que decidi postá-lo aqui. 

Por mais que eu ainda ame uma filmagem, uma foto, em muitos momentos já me senti com vontade de sair correndo de uma câmera. Não sei... Um medo do que vai ficar registrado, medo de olhar a foto e ver que não tenho mais a cara de antes, o corpo de quando mais nova, o brilho no cabelo. 

Aí a gente vê umas menininhas novinhas, amando um espelho, amando seu reflexo, se amando e a gente cai em si de que alguma coisa ficou pra trás nessa estrada. E, pior, alguma coisa foi deixada pra trás por nós mesmas. Vamos crescendo, ficamos sujeitas a padrões de beleza estabelecidos, ficamos suscetíveis à opinião de outras pessoas, crescemos e paramos de querer nos agradar pra agradar a outros. E aí nosso senso crítico começa a nos açoitar e o que antes achávamos graça, vira vergonha. O que antes era marca registrada, charme, vira algo a ser escondido.

Sei lá. Estou envelhecendo e atesto isso todo dia, mas não quero me esconder do tempo. Prefiro, ainda, colocar minha cara na janela pra ver o mundo e pro mundo me ver. Mais medo que ver minha cara cheia de rugas, é o medo que sinto de ver meus olhos sem brilho.

Eu tenho muitos momentos em que não me acho mais tão bonita quanto já fui, mas ainda não parei de me achar bonita e espero, muito, nunca parar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Xarope



Filhos são umas coisinhas lindas mesmo. A gente fica muito apaixonada e acha tudo uma graça. Mas eles também têm o dom de tirar a gente do sério, de enlouquecer qualquer cristão.

Não me acho uma criatura das mais pacientes, mas em relação às pessoas com quem convivo diariamente, como minha mãe e minha irmã, por exemplo, sou quase um budista de tão zen. Minha mãe nunca foi de muita explicação, mandava logo a pancada. Eu nem posso me queixar muito porque, uma vez que não fazia muita merda, também quase não apanhei. Minha irmã adota o mesmo estilo de criação que teve: seu pavio é curto. Curto não, é curtíssimo. Se as meninas bobearem, entram na pancada em grande estilo e não importa onde esteja ou na frente de quem esteja.

Por isso, sou considerada uma perfeita idiota aos olhos delas. Sempre acham que eu tenho paciência demais. Que eu demoro muito pra dar uma ordem, que eu converso demais, que tento mostrar o porquê quando a criança obedeceria mais rapidamente com uma ordem simples e direta. Talvez elas tenham razão em alguns momentos. Mas o fato de eu ter paciência ou tentar o caminho da conversa, não significa que eu nunca "entorne o caldo". Não, nunca bati. Não gosto de violência e acho uma covardia fazer isso com um filho, mas não estou condenando quem o faça. Eu apanhei, poucas vezes, é verdade, e não morri. Mas não adoto essa conduta porque não me faz bem. Mas sei que muitas vezes a gente não dá um tapa por muito pouco, porque filho tira do sério mesmo.

Miguel é uma criança muito saudável. É espantoso como meu filho custa a ficar doentinho. Até gripe não derruba o meu filho. Fica entupidinho, com secreção pelo nariz e tosse, mas não fica arriadinho nem nada. Só que quando está tossindo muito e encatarrado, preciso dar o xarope. E pro Miguel, tomar xarope é um parto. Nem adianta tentar colocar junto com o suco porque o garoto sente o gostinho de longe. Ninguém mais engana essa criança. Negocio a tomada de xarope com ele o tempo todo. Quer suco? Só depois do xarope. Quer ver filme? Só depois do xarope. Quer o Ipad? Só depois do xarope e por aí vai.

Só que nessa semana, na hora do xarope, depois de negociar muito e Miguel dizer que iria, finalmente, tomar o xarope, minha paciência se esgotou. E aí é que está o problema com gente como eu que tem muita paciência: quando o saco enche, a coisa fica feia. E daí que fui dar o xarope pro moleque, ele pegou o copinho, entornou o xarope na boca e ficou com a boca aberta, deixando o xarope escorrer pelos cantos dos lábios, caindo pelo pescoço, pela camisa e pingando no chão. Eu observando a cena, incrédula, vendo meu filho deixando a boca mole só pro xarope sair da boca e ele não ter que tomá-lo. Olha, uma coisa muito doida se apoderou de mim. Senti minha cara queimar e meu sangue ferver de ódio. Minha pele formigava, meu cabelo arrepiou com tanta falta de respeito. Só sei que comecei minha sessão de gritos porque bater não bato, mas grito que é uma beleza. E aí começou a bateria de frases feitas, que todo mundo já ouviu da mãe: "Tá pensando que eu sou palhaça? Eu tenho hora pra ir pro trabalho! Eu estou cuidando de você e é assim que você me agradece?" Arranquei a camiseta que ele estava usando, porque ficou toda melada de xarope, com tanta rapidez que Miguel ficou com cara de desnorteado. Enfim, de tanto gritar, cheguei a ficar rouca e, não satisfeita em ver os olhos arregalados do meu filho olhando pra mim como se desconhecesse essa mãe que encorporou um espírito maluco, falei pra ele:

- Pois agora você vai tomar o xarope de qualquer jeito. Por bem ou por mal! Chega! Não tem mais conversa. Abre a boca!! 

Coloquei o xarope no copinho novamente, entornei o dito na boca aberta da criança e a fechei com minhas mãos obrigando-o a engolir o infeliz xarope.

Missão cumprida.

Fiquei tão cansada dessa gritaria toda que parecia que tinha levado uma surra. A impressão que tive foi a de que minhas energias foram todas sugadas. É cansativo esse negócio de perder a paciência. Não gosto de brigar, mas tem vezes que não dá pra fugir de uma briga. E Miguel provocou minha fúria.

Como tudo tem um lado bom nessa vida, Miguel parou de me testar na hora do xarope. Engole o remédio de primeira sem precisar de muita barganha. Assim, posso concluir que em alguns momentos, pra se educar e impor limites, uma atitude mais direta e ditadora cai bem. E de vez em quando, como que para garantir que eu não terei outro ataque de fúria, Miguel ainda solta: "Eu não vou cuspir, tá, mamãe?" 


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vício



Com tanto relacionamento doido por aí, a única coisa que me vem à cabeça muito frequentemente é dizer obrigada. Agradeço muito a Deus por ter o relacionamento que tenho, com defeitos, é óbvio, mas com muito respeito e cumplicidade. Tenho um homem que me ajuda em tudo, meu parceiro, meu amigo. Um homem escolhido pra me aturar e o faz com maestria. Eu sou muito legal, sim, mas tenho minhas chatices. O Hugo é muito bacana, mas tem  suas esquisitices, é verdade. Mas a gente é muito mais feliz juntos porque nos entendemos, nos acrescentamos. Ele me ensina e aprende comigo. Ele não quer ter sempre a última palavra. Nem eu. Não tem jogo de força, nem de poder. Não tem competição pra ver quem brilha mais, tem é uma torcida grande pra ver o outro brilhar. Por isso, sou muito agradecida por ter o que tenho. E agradeço também por tudo o que vivi antes.

Escuto cada estória, cada coisa tão bizarra que, se também não tivesse tido minha dose de relacionamento doentio, não acreditaria ser possível o que escuto. Eu sei que é possível chamar de amor algo que é uma doença. Quase um vício. E, como qualquer vício, precisa que a decisão de dar um basta seja única e exclusivamente dos envolvidos. Terceiros não podem influenciar e nem adianta tentar. Viciado só se cura se quiser, se decidir que é a hora, que chegou mesmo no fundo do poço. E a crise de abstinência deve ser vivida um dia de cada vez, passo a passo, lentamente. E não é fácil. Eu sei. Pra quem fica de fora olhando, só resta rezar porque gente que a gente ama muito também se mete em cada roubada que nem dá pra contar. 

Eu já tive minha cota de roubadas. Já achei que o que eu tinha era o que eu merecia. E não sei como achei por tanto tempo que eu merecesse tão pouco... Enfim, custou mas chegou o dia em que quis ficar sozinha pra me curar do vício que é viver um relacionamento doentio, pra ser livre pra encontrar o que tenho hoje. Espero que as pessoas que me cercam também arranquem forças de algum lugar dentro do peito pra se livrar do que as faz mal. 

"Só por hoje não quero mais te ver.
Só por hoje não vou tomar minha dose de você.
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam.
E essa abstinência uma hora vai passar."


terça-feira, 2 de julho de 2013

Posso falar a minha verdade?

O mundo, a sociedade, a vida, sei lá o quê ou quem, estabelece o certo e o errado, o politicamente correto, e todo mundo que sai desse pensamento coletivo pré- estabelecido fica visto como alguém quase de outro mundo.  Isso acontece em vários assuntos, políticos, religiosos, sexuais. Um desses temas é o período de gestação de uma criança. E isso me incomoda porque me sinto o ponto fora da curva.

A respeito disso, de estar grávida, não gostava de manifestar minha opinião ou pensava duas vezes antes de falar o que penso dependendo de onde estivesse ou de quem estivesse ao meu redor pra me escutar, porque sei, por experiência adquirida, que mostrando o que sinto, quase sempre recebo olhares do tipo "como ela fala assim do período em que estava gerando seu filho?" ou "Meu Deus, como pode?". E os olhares enviezados já fizeram com que me sentisse péssima, já me fizeram sentir culpa. Já recebi até alguns olhares de pena. É, pena mesmo. Então, pensava duas vezes antes de me pronunciar. Hoje, como dou menos importância ao julgamento alheio, já não ligo tanto pro que os outros vão pensar de mim. Já tenho consciência de que existem outras mulheres como eu, que não tiveram a sorte de se sentirem Gisele Bundchen enquanto estavam grávidas. 

Mas no fundo, no fundo, não gosto de me sentir uma ET. Quem gosta, afinal? Não gosto de me sentir de outro mundo quando digo que não me sentia confortável lidando com as modificações do meu corpo. Mesmo que todos dissessem que eu estava linda. E aqui, me permitam falar mais uma verdade...  Segura: mesmo que você esteja 30 quilos acima do seu peso, um verdadeiro tribufú, quem vai se atrever a dizer que você está feia? Não seria politicamente correto dizer isso de quem ou pra quem está gerando uma vida. Então, pense nisso, as pessoas vão sempre dizer que você está muito bem, que "só tem barriga" e todas essas outras sandices que dizem por aí.  No fundo, de novo, não importa o que digam, o que importa é como você se sente. Mesmo que eu tenha continuado a exercer minha vaidade, me arrumando, cuidando do cabelo e tal, preferia estar cabendo nas minhas calças jeans. Apesar de ter sido uma grávida saudável, sem nenhum problema durante minha gestação, uma grávida que trabalhou até o último minuto (até porque eu não sabia que seria o último minuto uma vez que Miguel nasceu prematuro), eu não gostava daquela barriga imensa, do tamanho da minha bunda, dos peitões. Não gostava do acúmulo de celulite nas minhas coxas e da cor escura dos bicos dos seios. Não gostava de ter que fazer xixi de 10 em 10 minutos e do incômodo pra dormir. Sim, eu sabia que tudo isso aconteceria. Mas o fato de saber não me obriga a apreciar todas essas transformações. O fato de estar preparada pra todas elas, não me obriga a gostar.

Grávida de novela só cresce a barriga, já reparou? Óbvio, a atriz não está grávida na real. Então fica aquela imagem linda da mulher que não tem peitão, não tem pernas inchadas ou pés que parecem um pão de queijo, com aqueles braços fininhos, fazendo a gente acreditar que vai ser assim com a gente. Outra coisa irritante é que grávida de novela só enjoa até descobrir que está grávida, depois tudo passa como que um passe de mágica. Eu passei 3 meses e meio enjoando e conheço mulheres que enjoaram a gravidez INTEIRA!!! Tudo bem, também conheço mulheres que não enjoaram nada, nem um diazinho se quer!!! Conheço mulheres que disseram que se sentiam as mais lindas do mundo e com a libido na estratosfera, fato pelo qual os maridos agradeciam maravilhados! 

Como eu, normalmente, me sinto diferente de quase todo mundo quando o assunto é "como é bom estar grávida", fico sempre achando melhor ficar calada porque o "certo" é todo mundo falar que é um período maravilhoso, divino até, e eu que não achei isso tudo, fico vista como estranha. A gravidez é muito bacana porque todos tratam você com carinho dobrado, são muitos mimos e cuidados e quem não gosta disso? Quem não gosta de bons tratos? Quem não gosta dessa atenção toda? Até aí, está ótimo. Respeito quem se sente linda grávida, quase uma deusa com seus peitões cheios de veias inchadas. Compreendo perfeitamente a grandeza do período, a experiência maravilhosa que é gerar alguém, ter um bebezinho crescendo dentro de você. E se, de quebra, a mulher ainda se sente pefeita, ok. Melhor pra ela. Mas não gosto de receber olhares tortos porque comigo não foi assim. 

E aí as pessoas parecem confundir o amor que você tem por seu bebê com o fato de não gostar de ter um barrigão. Começam a achar que você está rejeitando seu filho e não é nada disso. 

Sempre fui extremamente agradecida a Deus pela oportunidade de gerar meu filho, de ser mãe, pela felicidade que foi saber que estava grávida! Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Mais isso não fez, pelo menos pra mim, que eu adorasse não ficar bem em quase roupa nenhuma. Ou demorar mais tempo que o normal pra me maquiar tentando disfarçar a cara mais gordinha. Sempre encarei tudo isso numa ótima, nunca vivi reclamando dessas coisas enquanto estava grávida, até porque não engordei muito. A única coisa que sempre me tirou do sério foram os enjoos. Mas, apesar da gravidez tranquila, não vou falar aqui que me sentia linda porque seria mentira. Eu, Paula, não me sentia linda. Fato.

E fato é, também, que respeito todas as mulhres que dizem que se sentiam maravilhosas, lindas e poderosas durante esse período. Não acho que estejam mentindo. Acho só que são diferentes de mim. E gostaria que todas essas que tiveram a sorte de se sentirem Deusas durante a gestação de seus filhos me encarassem apenas como alguém que não sentiu o mesmo. Alguém que teve uma experiência diferente. Mas que nunca rejeitou seu filho crescendo dentro da barriga, que adorava o fato de que seria mãe. Apesar de ter que conviver com um barrigão pesado e peitos enormes, sabia que estava carregando meu gostosinho e isso me consolava.

Então, vamos respeitar quem pensa diferente da gente, meu povo? Vamos deixar que cada um expresse a sua verdade sem julgamento? E, às mães que, como eu, não se sentiram as mais lindas do planeta durante a gestação de seus pimpolhos, minha solidariedade absoluta!

domingo, 23 de junho de 2013

O Melhor Bom Dia



Quando Miguel acorda antes de mim e do pai, não tem jeito, vem logo acordar a gente, dizendo que já está claro e que não é mais hora de dormir... Hoje isso aconteceu às 8:15 da manhã quando eu sentia que poderia, fácil, dormir até umas 10h. Tudo bem....

Miguel sobe na cama e fala com voz de menino triste: "Dá espaço pra mim..." Isso significa ficar entre mim e Hugo deitado, não pra dormir, mas pra ficar conversando com a gente no melhor estilo "vou falar tanto que eles vão desistir de ficar deitados".  Esperto como só ele, me abraça e me cobre de beijos, pergunta se hoje é dia de "tabralho" ou se é dia de ficar juntinhos. Felicidade total, é dia de ficar juntinhos, é domingo!

Então, feliz da vida, Miguel continua seu diálogo comigo, sempre me surpreendendo pelo vocabulário e profundidade das coisas que me diz...

- "Você é a minha mamãe linda! E vamos ficar juntinhos hoje!"

Eu lhe digo o que falo todos os dias, repetitiva como todas as mães são, mas falando a maior verdade do meu coração:

- "E você é meu gostosinho, meu presente de Deus, o melhor filho do mundo. Você me faz muito feliz!"

E ele me pergunta, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas...

- " Eu não te faz mal, não, né, mamãe?"

Ele é só uma criança, meu eterno bebê, e me diz coisas que me deixam de queixo caído, me dando consciência de que são muito mais inteligentes e perspicazes que podemos supor.

- "Não, filho... Você não me faz mal... Sou muito feliz por ter você comigo."

Pra encerrar, Miguel diz:

- "Você é a mãe mais lindinha da cidade! E eu te amo muito. Muito mais... Vamos brincar?"

E, mesmo cheia de sono, sabendo que é o único dia da semana pra dormir até mais tarde, diante desse bom dia, tudo fica pequeno, perco o sono e vejo que a vida me chama mesmo e, como repito exaustivamente pro meu filho, ele me mostra que hoje é um bom dia pra ser feliz! E vamos pra vida! Pra luz que está lá fora porque o tempo voa e nunca é suficiente pra viver tanto amor.

sábado, 22 de junho de 2013

Las Vegas

Passar 6 dias em um lugar calmo e silencioso como Los Cabos e chegar em Vegas é quase um choque energético. É como ir de um extremo a outro em segundos. 

Quando estive em Vegas pela primeira vez, em 2006, já tinha gostado do lugar, da correria, da grandiosidade, da breguice. Las Vegas é brega, é tudo muito: muita luz, muito jogo, muita bebida, muita puta, muito cigarro. Mas parece que lá, tudo isso combina, nada é chocante, pelo menos pra mim. Nem mulheres em trajes sumários entregando papelzinho de boate de strip pro meu marido na minha frente. Nem convite pra "pool parties". Nem senhorinhas grudadas às máquinas de jogo segurando uma garrafa de cerveja, com um cigarro no canto da boca. Enfim, acho tudo em Vegas muito engraçado e, como ainda por cima tenho uma queda por cassinos, me divirto muito.






 Além disso, é muito show legal, é muita opção do que fazer. Aliás, minha ideia de voltar lá foi justamente pra poder assistir a "LOVE", espetáculo do Cirque du Soleil com música dos Beatles. Simplesmente, maravilhoso. Um dos melhores shows do Cirque, sem dúvida. Saí do teatro emocionada, com tanta sutileza e sensibilidade que, unidos à obra dos Beatles, transformam o show em algo inesquecível.



Não sou muito chegada à Celine Dion mas gostaria de ter assistido a seu show... Só que não sabia que a bonita tira férias também no período em que estava lá e ainda não foi dessa vez. Na falta de Elton John - que anda fazendo shows no Ceaser na ausência de Celine - resolvi assistir a "Rock of Ages" e foi um divertimento ótimo com boa música.



Nós ficamos só três dias e achei corrido porque eu tinha muitas coisas pra fazer lá. Mas até que a correria foi boa pra começar a entrar no ritmo da vida real. E, depois, porque não se deixar enlouquecer um pouco estando em Vegas? Afinal, "o que se faz em Vegas, fica em Vegas!"