Alguém sabe me responder porque o trabalho aumenta tanto quando estamos perto de entrar em férias? Meus dias tem passado voando e chego a pensar que não vai dar tempo de fazer tudo o que tenho pra fazer antes de viajar. Ainda tenho que adiantar as coisas que faria nesses 15 dias em que estarei fora e só tenho 3 dias agora!!
Por outro lado, como sabemos que as férias se aproximam, vem uma energia, uma atmosfera de felicidade que surge não sei da onde, e o gás para realizar todas as tarefas vem. Tenho certeza que farei tudo e viajarei deixando minha mesa arrumadinha e vazia, pronta pra receber a pilha de papéis que estará me esperando em 04 de outubro...
Outra coisa que tenho que trabalhar é a hora de dizer tchau pro Miguel. A medida que o dia se aproxima, me dá um aperto no coração tão forte que dói. Hoje fui pedir a coordenadora da creche que permita que a tia do berçário desça as escadas com ele no colo e o coloque dentro do carro, na cadeirinha pra minha mãe. É ela que vai buscá-lo enquanto eu estiver ausente e até a minha irmã e/ou meu cunhado chegarem do trabalho, uma babá tomará conta dele junto com minha mãe. Quando falei pra coordenadora que precisaria que ela fizesse essa gentileza de 16 de setembro até 01 de outubro, ela arregalou os olhos e a boca e fez um som como se tivesse tomado um susto, tipo: "aaah" Eu ri e disse: "É... Serão 15 dias."
Não quis entrar em maiores detalhes porque sei que não estou abandonando meu filho. Estou tirando férias com o meu marido e sei que meu bebê estará muito bem cuidado. Sei que a hora mais difícil será a partida, a hora de dar as costas e bater a porta de casa. Espero que me divertir e aproveitar muito. Sim, ele não vai sair da minha cabeça, mas quando é que um filho sai da cabeça de uma mãe? Estando aqui no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do mundo, ele está sempre ali, na mente da gente. Imagem mais viva muitas vezes, mais escondida em outras, mas sempre lá.
Sei que ele será bem cuidado, estará com minha irmã e meu cunhado, com minha mãe e com uma pessoa na qual confio e com quem ele está familiarizado. E, quando penso nisso, não posso deixar de pensar que seria uma benção se Miguel, daqui uns anos, se casasse com uma mulher que tenha irmãos, para fazer por ele o que minha irmã está fazendo por mim hoje.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Levado
Ontem fui a festinha de 1 ano do Enzo, amiguinho do Miguel. Foi a primeira festa a que fomos depois que Miguel começou a andar. Meu Deus!! O garoto está muito danado. Só para ter uma idéia: eu que comia horrores em festas infantis, só consegui comer 5 salgadinhos!! E olha que a festa estava muito bem servida, o problema é ficar andando atrás da minha delícia o tempo todo! Miguel não pára quieto um minutinho.
Miguel brincou, correu e dançou muito. Aliás, Miguel é louco por música. É ouvir e começar a se balançar. Ficou intrigadíssimo com a caixa de som, com a vibração, e colocava as mãozinhas pra sentir o tremor. Andava entre as mesas, brincava com os desconhecidos... Na hora do teatrinho, todas as crianças estavam assitindo no colo dos pais ou sentadinhas no chão. Miguel não. Assistiu andando de um lado pro outro. Ufa! Que canseira. No final da festa, eu e Hugo estávamos mortos.
Pela cara dele nas fotos desse post já vai dar pra ter uma noção de como meu bebezão está levado...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Pior mãe do mundo
Hoje eu não trabalho. E hoje a creche vai funcionar normalmente. Já havia me programado para aproveitar o dia para resolver milhões de coisas e fazer outras que faço sempre só que com mais calma, como tomar banho e lavar meus cabelos sem pressa, passar um creme e conseguir deixá-lo por 15 minutos. Preciso ir ao mercado, ao banco. Preciso telefonar pra TIM. Preciso arrumar minhas gavetas.
Ok. Aí, como de costume, arrumei o Miguel, peguei sua bolsa e fui levá-lo pra creche. As crianças maiores estavam lá, vieram, como sempre, brincar com o Miguelito. Chegando ao bercário, nenhuma das três crianças que chegam entre 7 e 9 horas da manhã estava lá. Miguel ficou sozinho porque essas mães não vão levar seus filhos pra creche hoje já que não vão trabalhar...
Mandei beijinhos, deixei -o lá brincando com a tia e fui. Só consegui esperar chegar até o carro pra começar a chorar. Devo ser uma mãe péssima mesmo. Poderia aproveitar o dia pra ficar com ele, mas quero ter um tempo só pra mim. Racionalmente acho normal, a culpa acaba comigo. Preciso de mais terapia.
É oficial: sou a pior mãe do mundo.
Ok. Aí, como de costume, arrumei o Miguel, peguei sua bolsa e fui levá-lo pra creche. As crianças maiores estavam lá, vieram, como sempre, brincar com o Miguelito. Chegando ao bercário, nenhuma das três crianças que chegam entre 7 e 9 horas da manhã estava lá. Miguel ficou sozinho porque essas mães não vão levar seus filhos pra creche hoje já que não vão trabalhar...
Mandei beijinhos, deixei -o lá brincando com a tia e fui. Só consegui esperar chegar até o carro pra começar a chorar. Devo ser uma mãe péssima mesmo. Poderia aproveitar o dia pra ficar com ele, mas quero ter um tempo só pra mim. Racionalmente acho normal, a culpa acaba comigo. Preciso de mais terapia.
É oficial: sou a pior mãe do mundo.
sábado, 4 de setembro de 2010
Atitudes que emocionam

Desde o início do período, os meus sábados têm sido um pouco tumultuados na parte da manhã. No trabalho tem sempre algum professor faltando, por motivos justificados e que acontecem com qualquer um, mas que geram uma correria para se conseguir quem os substitua, principalmente quando é assim, de última hora.
Porém, o que me emociona é justamente ver a mobilização do time para ajudar o colega. Fico muito feliz por trabalhar com pessoas tão bacanas e que estão sempre se solidarizando com o próximo. Penso que a solidariedade começa aí mesmo, quando ajudamos o próximo que está do nosso lado. O próximo mais próximo. Muitas vezes queremos buscar formas de ajudar pessoas e nos esquecemos que há sempre alguém, bem pertinho, que está precisando de ajuda. E a vida está sempre colocando oportunidades na nossa frente, como um teste. É pegar ou largar.
Sábado passado uma professora saiu correndo de uma unidade distante daqui para dar aula no lugar de uma colega que estava doente. Ela mora pra lá de Niterói (nunca sei o nome do bairro mesmo...rs...), estava no Maracanã dando aula e se despencou pra Ilha do Governador pra ajudar. Que bacana. Não tenho como agradecer esse gesto.
Hoje, um professor que perdeu o pai no início do mês de forma totalmente inesperada, teve que levar a mãe ao hospital. É claro que essa mulher não pode estar bem. Perdeu o marido há pouco tempo e esse professor, único filho, deve estar segurando uma barra pesadíssima. E não é que após levar a mãe ao hospital, ele, que tinha todos os motivos pra ficar em casa cuidando da mãe, veio dar o segundo tempo de aula? Eu não tenho como agradecer também. Não tenho como medir seu comprometimento com seus alunos, com a escola. Só posso pedir a Deus que lhe ajude nesse momento delicado e que ampare sua mãe e lhe dê forças.
Tem gente esquisita no mundo, mas tem muito mais gente bacana. Graças a Deus!!! E vem a minha cabeça uma musiquinha que tocava muito na igreja quando eu era pequena e que, pra mim, é a mais pura verdade: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas..." Bom sábado pra todos nós.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Ciclos
Hoje estive reunida com minha sogra, Hugo e sua irmã para oficializarmos a venda da casa de São Lourenço. Lá foi a residência da Berê e meu sogro querido durante seus últimos anos de vida. Uma casa construida com muito carinho, aconchegante e bonita, na medida para receber a família e para ser testemunha de um amor maduro, que superou muitos altos e baixos. Uma casa para abrigar um convívio de anos em sua fase final.
Não preciso dizer o quanto foi difícil para a Berê desfazer-se da casa. Um lugar com memórias do grande amor da sua vida, de um companheiro de anos. Mas nessa vida é preciso fechar os ciclos. Terminar o que se começa, resolver o que há para ser resolvido. Por mais que doa, acredito em passar por uma fase e encerrá-la para poder vivenciar plenamente outra.
Após a morte do meu sogro, Berê voltou a viver no Rio, mais perto dos filhos e dos netos. E também porque sua permanência em São Lourenço tornou-se muito sofrida. Morar em uma casa enorme, planejada e idealizada por ela e pelo marido, com paredes, tapetes e quadros que guardam tanta estória, tantas recordações deve ser complicado demais. A casa, então, perdeu seu propósito depois da morte do Mauro. E ela foi, durante 3 anos, se desfazendo dos móveis, livros, quadros, cachorros, objetos e chegou a hora da casa. E eu sei que dói. Não podemos ter apego, é verdade. Mas eu sinto como se fosse igual a quando a gente acaba de ler um livro do qual gostou muito. É difícil terminar a estória, pelo menos pra mim é assim. Quando vou vendo que estou nas páginas finais, vou lendo devagarzinho, saboreando cada palavra, já sentindo saudade das personagens. E, então, o livro acaba. E é preciso fechá-lo. Fechar significa estar se abrindo para começar a ler um novo livro. Mesmo que para pegar outro eu precise de tempo para me desvencilhar da estória que foi tão marcante.
Fechar um ciclo é necessário para vivenciarmos outro plenamente. E desejo, de coração, que minha sogra possa viver agora uma nova fase com toda a sua energia e que muitas realizações a esperem no novo caminho.
Não preciso dizer o quanto foi difícil para a Berê desfazer-se da casa. Um lugar com memórias do grande amor da sua vida, de um companheiro de anos. Mas nessa vida é preciso fechar os ciclos. Terminar o que se começa, resolver o que há para ser resolvido. Por mais que doa, acredito em passar por uma fase e encerrá-la para poder vivenciar plenamente outra.
Após a morte do meu sogro, Berê voltou a viver no Rio, mais perto dos filhos e dos netos. E também porque sua permanência em São Lourenço tornou-se muito sofrida. Morar em uma casa enorme, planejada e idealizada por ela e pelo marido, com paredes, tapetes e quadros que guardam tanta estória, tantas recordações deve ser complicado demais. A casa, então, perdeu seu propósito depois da morte do Mauro. E ela foi, durante 3 anos, se desfazendo dos móveis, livros, quadros, cachorros, objetos e chegou a hora da casa. E eu sei que dói. Não podemos ter apego, é verdade. Mas eu sinto como se fosse igual a quando a gente acaba de ler um livro do qual gostou muito. É difícil terminar a estória, pelo menos pra mim é assim. Quando vou vendo que estou nas páginas finais, vou lendo devagarzinho, saboreando cada palavra, já sentindo saudade das personagens. E, então, o livro acaba. E é preciso fechá-lo. Fechar significa estar se abrindo para começar a ler um novo livro. Mesmo que para pegar outro eu precise de tempo para me desvencilhar da estória que foi tão marcante.
Fechar um ciclo é necessário para vivenciarmos outro plenamente. E desejo, de coração, que minha sogra possa viver agora uma nova fase com toda a sua energia e que muitas realizações a esperem no novo caminho.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Meninas

Ontem uma professora muito querida entrou na minha sala toda animada falando da promoção da Bauducco. Ela se lembrou que eu como, todo dia, uma barrinha dessas tipo goiabinha na hora do lanche e estava querendo me dizer que, olha só que maravilha, eu poderia ter toda a coleção dos bichinhos de pelúcia da promoção, uma vez que teria muitas embalagens para trocar por eles.
O que ela não sabe é que eu, na contramão de todas as meninas, detesto bichinhos de pelucia. Nunca gostei. Pra mim, só servem para armazenar poeira e mais nada. Estranho? É, não é o que se espera da maioria das pessoas do sexo feminino, mas não gosto mesmo. Assim como nunca gostei de brincar de boneca.
Quem me vê hoje, toda vaidosa, gostando de me vestir bem e cuidando do cabelo, maquiagem e tal, não imagina que eu não era nem um pouco vaidosa até uns 15, 16 anos. Acho até que era para equilibrar lá em casa, já que minha irmã era a rainha da vaidade. Ela sempre se preocupou com a roupa, que tinha que estar impecavelmente esticada e certa no corpo, o cabelo muito bem escovado, as meias do uniforme milimetricamente dobradas. Eu era daquelas que ia pro colégio sem nem pentear o cabelo, simplesmente me esquecia e usava roupas largas e não me importava se a calcinha era maior que o short!! Um horror, eu sei. Mas era assim.
Coisas típicas de meninas como brincadeira com bonecas eram um suplício pra mim e, pior que isso, era ter que aguentar uma irmã que amava brincar de bonecas ficar implorando a cada cinco minutos pra eu brincar com ela e sua coleção de Susies e Falcons. É, gente da minha idade não brincava com Barbies, era Susie mesmo. Eu gostava de Atari -ui!-, Banco Imobiliário e brincadeiras nas quais eu pudesse mandar, tipo escritório, consultório ou escola.
Pra piorar, no prédio onde a gente morava, éramos as únicas meninas e, então, brincávamos todos os dias com muitos meninos e isso não ajudava em nada a eu me tornar mais menininha. Eu e minha irmã brincávamos de queimado, de pique e até de futebol com os meninos e o ritmo de meninos é outro. Eu não estava nem aí. Minha irmã conseguia conservar a vibe feminina, mas eu nem tentava. Ela me condenava direto, "como você vai aparecer na frente dos meninos usando esse short??? " perguntava ela. "Sua calcinha está aparecendo...", disparava. "O risco do seu cabelo está torto." E eu nem aí. Pra mim, eles eram só meus amigos e não me preocupava que eles fossem me olhar com olhos diferentes que os da amizade.
Um dia, eu já devia ter uns 11 anos, estávamos todos brincando de futebol. Por 'todos' entenda um bando de meninos, eu e minha irmã. Eu, mega atolada, péssima no esporte, só fazia besteira e, de repente, começou todo mundo a rir tanto que eu, cheia de vontade de fazer xixi e rindo sem parar, desses ataques de riso que fazem doer a barriga e o maxilar, não consegui me conter e fiz xixi nas calças... Pensa que eu fiquei com vergonha? Que nada!! Subi toda mijada, tomei banho e me troquei e, em 15 minutos, lá estava eu de volta pra continuar a partidinha de futebol. Preciso dizer que minha irmã quis morrer de vergonha? Ela simplesmente não entendia como eu podia ter a coragem de descer depois de ter feito xixi na frente de todos os meninos do prédio e mais alguns da rua. Ela diz, até hoje, que se tivesse sido ela teria ficado incomunicável e enclausurada em casa por, pelo menos, um mês! Eu? Eu não ligava mesmo.
Melhorei muito e acho que virei uma mulher bem feminina, mas ainda tenho atitudes muito masculinas. Por exemplo, detesto discutir relação. Não gosto de calcinhas e sutians rendados e cheios de frufrus. Gosto da velha e boa calcinha de algodão, sem renda e sem costura pra não me machucar. Não tenho paciência pra ficar horas em salão de beleza. Não gosto de ficar abraçadinha depois de transar, me dá um sono danado e quero mesmo é dormir. O Hugo disse que agora já se acostumou, mas no início estranhava.
Compreendo a professora ter vindo toda empolgada e feliz dizer que eu poderia ter todos os bichinhos porque estou mudada e sou mais "girlie" hoje, mas prefiri perguntar a ela se ela não gostaria que eu juntasse todas as minhas embalagens pra ela, de forma que ela pudesse ter todos os bichinhos de pelúcia que quisesse. Eu não dou a mínima mesmo e ela vai gostar, né?
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A cinta

Fui ao banco e, pra variar, havia uma filinha básica. Na minha frente uma moça grávida, novinha, devia ter, no máximo, uns 22 anos. Como diz o Hugo, eu falo até com a minha sombra, lá fui eu puxar assunto porque quando a gente está conversando o tempo passa mais rápido, não é mesmo? Perguntei quanto tempo tinha a gravidez e tal e iniciamos um papo sobre esse período marcante na vida de qualquer mulher.
A moça estava cheia de dúvidas e com medo, principalmente, do que aconteceria com o corpitcho depois que o bebê saisse da barriga... É, dá medo mesmo. Durante 9 meses você assiste de camarote seu corpo mudar drasticamente, a barriga ficando enorme, os peitos a ponto de explodir, e a bunda? Gente, a bunda parece que cresce pra equilibrar o peso da barriga, acho que, do contrário, a gente cairia pra frente. Enfim, falei pra ela que tudo, ou quase tudo, volta mesmo ao normal, pelo menos essa é a minha experiência.
Minha irmã ficou grávida duas vezes e voltou ao corpo das duas vezes. Eu tinha mais medo de não conseguir essa proeza porque todos falam que quando se é mais velha a dificuldade para emagrecer aumenta. Eu voltei ao corpo também, estou mais magra que antes, mas também não me entreguei aos prazeres da culinária só porque estava grávida. Também não sentia tão mais fome assim como relatam várias mulheres. E, como Miguel nasceu prematuro - ainda faltavam 5 semanas para que ele nascesse no tempo normal - eu , com certeza, teria engordado mais que os 11 quilos que engordei até a 33ª semana.
Mas, vou lhe contar, quando você volta pra casa e se olha no espelho, é de amargar. Os peitos enormes, cheios de leite. A barriga flácida, tão durinha que estava e de repente ... pluft! Fica sem enchimento. Dos 11 quilos, depois que o Miguel nasceu, ainda ficaram 5 pra contar a estória e esses foram indo aos poucos. E aí é que entra a tal da cinta. Todos diziam que era muito importante usar a cinta para que a barriga voltasse ao normal e para que eu me sentisse melhor uma vez que a barriga fica, assim, meio mole... Então, minha irmã já tinha uma cinta tamanho P, mas me aconselhou a comprar uma M porque achou que eu não caberia direto numa cinta P. Beleza, comprei a cinta M. Quando voltei do hospital - e voltei sem a cinta porque como fui para o hospital de surpresa não deu tempo de levar nada, quanto mais a cinta - estava toda enfaixada e falei pra minha mãe que queria colocar a cinta.
Tolinha que sou, tentei colocar a cinta sozinha. Ha, ha, ha. Impossível, logo vi que precisaria de ajuda. Chamei minha mãe porque chamar o marido para uma missão dessas, ninguém merece. Já estava eu deitada na cama, com minha mãe tentando fechar os ganchinhos daquele instrumento de tortura quando ela me diz que sozinha não iria conseguir. Quem ela chama? O Hugo! Ok. Fazer o quê?
Cena mais patética, minha mãe e meu marido praticamente em cima de mim pra tentar fechar a cinta idiota e eu me sentindo como se fosse uma porca deitada na cama. Tenta daqui e tenta de lá, encolhe aqui, puxa mais um pouco ali, vira-se o Hugo e me pergunta: " Mas você também... Quer entrar logo de cara na cinta tamanho P. Por que não pegou a M?" Meu Deus, pensei, eu mato esse homem agora ou daqui a 5 minutos quando estiver com a cinta? Quase aos prantos falei, dilacerada: "Mas essa É a cinta M!!!!!" Ele vira-se pra mim, sem saber o que dizer diante daquela mulher à beira de um ataque de nervos e fala: "Ah... Tá." Ele não tinha mesmo mais nada pra dizer. E eu também não queria ouvir. O silêncio foi mesmo o melhor caminho...
Depois disso, fiquei usando por 1 mês a cinta. De dia e a noite. Não tirava a danada nem para dormir. Após uma semana usando a cinta tamanho M, notei que ela já estava larga e comecei a usar a P que tinha sido da minha irmã. E, depois de uns 10 dias, já podia ter passado para uma PP, mas me recusei a gastar mais dinheiro com uma coisa que só incomoda a gente. Depois de 1 mês me libertei porque detestei usar cinta, usei somente em nome da vaidade.
Pois é. É sofrido esse processo de encontrar o corpo antigo e algumas coisas se modificam pra sempre mesmo. Não tem jeito. Mas, entre mortos e feridos, estou aqui e me sinto bem, bacana, uma mãe inteirona. Sobrevivi. Inclusive à cinta.
Assinar:
Postagens (Atom)