sábado, 23 de outubro de 2010

É assim mesmo

Hoje, no trabalho, estava conversando com duas alunas, mãe e filha, que conheço há anos e são dessas pessoas que a gente convive pouco, duas vezes por semana durante muito tempo mas que a gente vê no olho que são gente boa. Não tem isso? Pessoas que a gente reconhece no olhar o que há no coração? Pois é. Elas são assim.

Estávamos conversando sobre, adivinha... Filhos! Parece que eu só sei falar disso ultimamente... Mas, apesar de eu ter outros assuntos, esse ainda será o principal da minha vida, acredito eu, por uns bons anos. Ou será pra sempre? Daí, a Mena - mãe da Bárbara - me disse que a gente deve levar nossa vida mesmo, sair e se divertir com o marido sempre que possível, porque os filhos não hesitarão em fazer isso com a gente. Quer dizer, vão crescer e não vão pensar duas vezes antes de nos dizer: "tchau, mãe. Vou pra festinha na casa de fulano." Eles viverão a vida deles. E, graças a Deus, se for assim. Que bom ter filhos com uma vida social, com objetivos próprios.

Como sempre, refletindo sobre tudo que cai no meu ouvido, penso que ser mãe é uma viagem pra dentro de você mesma. Quantas emoções são vividas como se fosse uma fratura exposta, é algo tão forte que parece que não tem como fugir. É mesmo preciso viver tudo isso e aprender, na marra se esse for o único jeito, a lidar com todos esses sentimentos. É um relacionamento que pede uma dedicação enorme e que a gente sabe, no fim, que o reconhecimento de um trabalho bem feito, é ter filhos do mundo, e não vivendo na barra da saia da gente.

Pois é... Tudo isso são minhas projeções para um futuro que, até há uma hora atrás, eu pensava estar ainda distante. Eu, conversando comigo mesma e jogando meus pensamentos pro astral, ainda me perguntava se seria assim mesmo... Mas não é que meu filho, com 1 ano e 5 meses, já comprova que a Mena está certíssima? Não pensava que a vida me daria a resposta pra essa dúvida tão rapidamente.

Hoje a tarde fui a uma festinha com o Miguel. Chegamos em casa mais ou menos às 18h. Miguel dormiu por 30 minutos e acordou como quem quer dormir mais e aí já viu a chatice, né? Minha irmã veio até aqui em casa pra deixar sua filha mais velha comigo porque ela não queria ir pra festinha infantil a que eles iriam com a filha menor. Quando o Miguel viu que minha irmã, meu cunhado e a prima menor estavam indo pra porta pra ir pra tal festinha, o garoto saiu em disparada e agarrou nas pernas do meu cunhado, que o pegou no colo. Ficou no colo dele e apontava pra rua - Miguel fala pouquíssimas palavras, ou melhor, quase nada. Falei pra ele vir pro meu colo porque eles estavam de saída e o Miguel se agarrou ainda mais ao padrinho. Resultado: quando o padrinho, já morrendo de pena do Miguel com aquela carinha de gato de botas do Shrek, disse que levaria ele pra festinha também, o menino foi pra dentro do quarto e sentou no chão esperando que eu calçasse o tênis. Arrumei sua bolsinha, sua roupa e você pensa que ele olhou pra trás pra me dizer tchau? Ha ha ha!!! Foi feliz da vida, a chatice passou em um segundo e lá foi ele, contente que só pra mais uma festinha.

É, a Mena é que está certa mesmo. Ele não vai pensar duas vezes antes de sair pra se divertir e me deixar sozinha em casa. Mesmo que eu trabalhe a semana toda e que ele fique na creche o dia inteiro. Mesmo que eu passe férias de 15 dias longe dele e tenha reservado esse sábado pra ele. Nesse sábado ele preferiu ir pra festinha. Sem mim. E foi.

2 comentários:

  1. O luizinho não vai acreditar quando eu contar que o Miguel, depois da farra toda na festa do Pedro Henrique ainda foi a outra festa. Minha nossa!!! Miguel é um dos meus que adora uma farra. Eu tb sou assim falou em rua, já estou lá.
    Beijos,

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  2. Pois é... Dá pra acreditar??? E hoje está aqui, colocando a casa abaixo... Esse menino não pode ficar em casa, tem que sair todo dia!!

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